Nampula (IKWELI) – Nas celebrações do 7 de Abril, mulheres dos partidos ANAMOLA e Movimento Democrático de Moçambique (MDM), na província de Nampula, aproveitaram a ocasião para exigir igualdade de oportunidades em circunstâncias de acesso ao emprego e ao empoderamento.
Na praça dos heróis moçambicanos, estas mulheres disseram, em entrevista ao Ikweli, que na província, o acesso ao emprego é condicionado a afiliação político partidária, sendo os membros da Frelimo os mais favorecidos.
Ana Beatriz Zeca, membro do ANAMOLA, afirmou que, apesar dos desafios, as mulheres continuarão a lutar pela dignidade feminina. Segundo ela, há grande preocupação com a situação das mulheres nas zonas rurais, onde o acesso à educação ainda é limitado.
“Nós ficamos preocupadas com aquelas mães que ainda estão nas zonas rurais, onde o governo não luta para colocá-las na educação. A educação ainda não é inclusiva. A mulher deve se sentir livre para expressar os seus sentimentos. É lamentável o que aconteceu com aquelas mães, elas foram humilhadas. Isso não pode acontecer. Até irmãos da UIR [Unidade de Intervenção Rápida] lançaram gás lacrimogéneo. É triste, muito triste. Não deveriam fazer isso com aquelas mães. Elas foram prometidas, e quem promete deve cumprir. Então tinham que dar as capulanas”, declarou.
Por sua vez, mulheres do MDM falaram do sofrimento da população, afirmando não ser justo que um moçambicano durma com fome, num país que possui condições para garantir o bem-estar de todos. Defendem maior inclusão e chegam a propor a liderança feminina como solução para os desafios actuais.

“Mulher moçambicana, o povo moçambicano não tem direito ao almoço, nem ao matabicho, nem ao jantar. Sabemos que Moçambique hoje baseia-se numa alimentação precária. A mulher do MDM quer terminar com esta situação. Queremos uma mulher na presidência”, defenderam. (Malito João)




