Nampula: Raiva canina fez 4 vítimas mortais durante o primeiro semestre de 2025 

Nampula (IKWELI) – Durante o primeiro semestre do ano em curso, pelo menos 4 pessoas morreram, de um universo de 995 vítimas de mordeduras caninas ao nível da província de Nampula. 

A informação foi tornada pública na manhã desta segunda-feira (29), pelo director provincial de Agricultura e Pescas em Nampula, Manuel Chicamisse, durante a cerimônia do dia mundial de luta contra a raiva. 

Chicamisse anota que a mordedura canina é um desafio para o governo, daí que para o presente ano prevê-se vacinar cerca de 509 mil cães e até ao momento 5 mil 486 foram vacinados em toda a província e, igualmente, decorre um trabalho de rede de captura de animais domésticos sem proteção e dispersos pelas ruas. 

Na ocasião, o director da Agricultura e Pescas em Nampula afirmou que a meta é erradicar a raiva até 2030, porém, nos últimos 5 anos a província de Nampula registou 22 óbitos em mais 11 mil mordeduras de animais com destaque para cães.

“Há um programa que está a decorrer para combater a doença provocada pela raiva, temos um trabalho coordenado, um animal que morde uma pessoa é amarado por 10 a 15 dias e monitorado, já existe vacina para o tratamento intensivo, tanto para o animal e a pessoa.”

“A questão de cães vadios é, também,  um desafio, além da comunicação de sensibilização nas comunidades,  muitas vezes as pessoas adquirem cães sem cuidado algum, no entanto, através do conselho municipal da cidade de Nampula, tem havido campanhas de recolha de cães em diferentes pontos e quando os donos quiserem reivindicar é necessário que apresente um documento de  pertença e caderneta de vacinação do animal, caso não tenha as condições, os cães vadios são abatidos e incinerados,” acrescentou ainda a fonte. 

Por outro lado, o nosso interlocutor exortou a população principalmente proprietários de animais de estimação com destaque para o cão, a aderirem massivamente na campanha de vacinação como forma de prevenir a raiva humana que assola as crianças.

“É preciso criar condições necessárias e combater a raiva. Criarmos postos fixos e movíeis para permitir que as pessoas adiram aos serviços de proteção dos animais,” concluiu. (Nelsa Momade)

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