
Maputo (IKWELI) – O Governo aprovou, esta terça-feira (3), o Plano Anual de Contingência 2026/2027, orçado em 39,8 mil milhões de meticais, destinado a assegurar assistência a cerca de 2,2 milhões de pessoas potencialmente afectadas por desastres naturais durante a próxima época chuvosa. O instrumento contempla medidas de prevenção e resposta a cheias, inundações, ciclones e possíveis efeitos do fenômeno El Niño.
Falando durante o briefing da 32.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, explicou que o plano identifica as principais ameaças e os potenciais impactos dos riscos de desastres, apresenta cenários da população em situação de vulnerabilidade e estabelece acções multissectoriais para reduzir a exposição das comunidades. Para financiar a implementação do plano, o Executivo dispõe actualmente de 23,4 mil milhões de meticais, provenientes de dotações do Fundo de Gestão de Calamidades, materiais disponíveis nos armazéns do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e contribuições anunciadas pelos parceiros de cooperação.
Apesar dos recursos já identificados, persiste um défice de financiamento de 16,4 mil milhões de meticais, que o INGD pretende cobrir através da mobilização de apoios junto de parceiros nacionais e internacionais.
Moamba terá Zona Económica Especial de 64 mil hectares
Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou o decreto que cria a Zona Económica Especial da Moamba, na província de Maputo, abrangendo uma área de 64 mil hectares. O projecto prevê atrair investimentos estimados em mil milhões de dólares e criar mais de cinco mil postos de trabalho.
Segundo o Executivo, a iniciativa conta já com o envolvimento de pelo menos quatro grandes empresas que operam no distrito da Moamba e que participam no processo de preparação e estruturação da proposta.
Além destas empresas, existem outras oito entidades com potencial para integrar o projecto, elevando para 12 o número de investidores previstos para a primeira fase de implementação. A iniciativa pretende atrair novos investimentos, dinamizar a actividade empresarial e industrial e ampliar as oportunidades de emprego, posicionando a Moamba como um dos potenciais pólos de desenvolvimento económico da região. (Antónia Mazive)





