
O Presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira anunciou nesta Quarta-feira (28) que os operadores de taximota que exercem a actividade na urbr passam a ser obrigados a pagar uma taxa anual de 600 meticais, valor que se prevê que seja passado para as seguradoras e estas por sua vez possam apoiar os mototaxistas em caso de acidentes.
A informação foi tornada pública durante a IV sessão da Assembleia Municipal, ocasião em que o Presidente do Município explicou que a taxa vai permitir aos operadores ter maior segurança ao longo do exercício das suas funções “vamos junto de uma seguradora, todos taximotas que estiverem a operar nesta cidade, vão ser obrigados a ter um seguro, vão pagar 600 meticais, queremos transferir esta responsabilidade dos acidentes, para que o seguro possa suportar algumas despesas. O Valor é baixo, é uma taxa de 600 meticais e vai valer pelo ano inteiro”, declarou.
Em entrevista ao Ikweli, o Coordenador da Associação dos Voluntários para Organização e Orientação dos Táxi-Motas (AVOTANA), Camós João, disse que a associação recebe de bom grado a iniciativa, “Não tomamos conhecimento, mas é bem-vindo porque é uma seguradora que vai ajudar aos operadores de táxi-mota a viverem sabendo que estão assegurados, então é bem-vindo. Quanto ao seguro, acredito que vai depender de alguém que está com a mota e que sabe qual a vantagem do seguro, mas dizer que a seguradora que o presidente do município tem dito para pagar, é bem-vindo, e vai beneficiar a própria população.”
Por outro lado, o mototaxista Gildo Bicá defende a redução do valor para 250 mts devido a conjuntura actual, “O seguro é viável no valor de 600 mts, mas para a vida que estamos a correr hoje em dia e difícil ter dinheiro para sustentar as crianças em casa, escola, existem pessoas que estão a alugar, 600 meticais para o meu lado é muito, não e fácil fazer dinheiro na estrada, o Conselho Municipal tinha que velar por esta situação, é claro que não sabe qual e a situação que estamos a passar aqui, mas deveria reduzir o valor para no mínimo 250 mts, visto que somos muitos, cada taxista 600 mts, é muito.”
Mércio João também taxista, chamou atenção para a redução do valor e cumprimento do acordo por parte do conselho municipal, “Como está a iniciar, muita gente pode concordar, mas ao longo do tempo não, porque muita coisa começa por bem, mas ao andar do tempo, ao fazer acidente, vão dizer que teremos cuidados médicos, mas no final de tudo, pode não acontecer isso, tem carros que pagam seguros, mas depois de fazer acidente, o carro danificar, para o seguro fazer uma assistência daquele carro, não é fácil, ou podemos entrar numa outra área, um trabalhador como eu que está a ser descontado INSS, mas quando fica doente, durante um mês a ser descontado no serviço, pode ficar um mês a seguir o processo, sem sucesso. O Município pode descontar esse dinheiro, mas chegar o tempo do taxista ter um acidente grave, o município pode não tomar cuidados médicos com aquela pessoa. Isso que estou a dizer aconteceu comigo. Outra coisa, esse dinheiro é muito, para eles que conseguem mais do que 600 é normal, mas para nós é muito, eles têm que analisar e diminuir esse preço, começou de 600, mas depois vai subir.”
A cidade de Nampula conta actualmente com 3118 mototaxistas. Numa conta rápida feita pela nossa equipa de reportagem, o seguro dos mototaxistas poderá anualmente render 22 449 600 mts a empresa responsável pelo processo. (Felismina Maposse, Foto: Belto Samuel)






