
Nampula (IKWELI) – O Centro de Estudos em Psicologia Aplicada (CEPA) da Universidade Rovuma (UniRovuma), em Nampula, promoveu, neste fim-de-semana, uma mesa-redonda sobre saúde mental e prevenção do cancro da mama e do colo do útero, com o objectivo de sensibilizar a comunidade universitária para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Realizada no âmbito da campanha Outubro Rosa, a iniciativa reuniu especialistas e membros da comunidade universitária para debater o medo de descobrir uma doença, os factores de risco e o impacto emocional de um diagnóstico de cancro, destacando a importância de cuidar tanto da saúde física como da saúde mental.
Durante o encontro, a médica gineco-obstetra do Hospital Geral de Marrere, Emília Siueia, defendeu a realização de rastreios e a identificação atempada de possíveis alterações como medidas importantes para reduzir as complicações associadas às doenças oncológicas. A especialista destacou ainda a necessidade de conhecer os factores de risco e adoptar hábitos de vida saudáveis.
Por sua vez, o especialista em Ginecologia Eduardo Correia alertou para os riscos de esperar pelo aparecimento de sintomas antes de procurar uma unidade sanitária, sublinhando que a ausência de sinais visíveis não significa necessariamente que não exista um problema de saúde.
“Vamos fazer o rastreio ainda cedo, pois as unidades sanitárias de Nampula possuem métodos próprios para o efeito. Isso ajuda na nossa prevenção”, afirmou.
O vice-reitor da UniRovuma para a Área Administrativa, José Baptista, explicou que a iniciativa foi concebida como um espaço de diálogo, reflexão e partilha de conhecimentos sobre saúde física e mental, com vista à promoção de uma sociedade mais informada, saudável e solidária.
“Também queríamos chamar a atenção para a dimensão psicológica das doenças oncológicas, reconhecendo que o diagnóstico e o tratamento do cancro da mama podem representar desafios emocionais significativos para os pacientes e suas famílias, tornando fundamental o acompanhamento psicológico e o apoio social. Ninguém pode morrer por falta de informação. Esta é a principal razão de estarmos aqui”, declarou.
Com esta iniciativa, o CEPA pretende reforçar a importância de uma abordagem integrada da saúde, que articule prevenção, diagnóstico precoce, acesso à informação e apoio emocional aos pacientes e às suas famílias. (Malito João)






