Alguns participantes da Conferência sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-D) disseram ao Ikweli nesta Terça-feira (20) que fazem uma avaliação positiva do primeiro dia do fórum que permitiu um debate ferrenho voltado aos recursos minerais no país, a disponibilidade dos mesmos para as comunidades, os incentivos ao investimento e à industrialização, entre outras temáticas.

O Director Executivo da ExportaMoz, Miguel Joia Santos, defendeu que o encontro vai dinamizar as actividades da sua empresa, no que toca a exportação dos recursos minerais e energéticos “a Exporta-moz é a principal iniciativa do sector privado que procura desenvolver o ecossistema de exportações. Portanto, não há melhor alinhamento do que estarmos aqui na CAVAME-D, visto que temos para 2027, 2028 e 2029 a implementação do programa Moçambique Exportadores. Dentro do programa Moçambique Exportadores nós vamos premiar as 100 melhores empresas do ecossistema de exportação. Nas subcategorias sectoriais, nós temos já a área de gemas e minerais envolvidas. Participar do fórum ontem foi bom para podermos nos reconectar com alguns dos nossos parceiros institucionais ao nível dos governos provinciais, mas também foi essencial porque encontramos novas empresas e sendo uma empresa do sector privado, já estamos a estabelecer laços comerciais para fazer não só crescer o nosso negócio, mas essencialmente para fazer crescer o negócio dos nossos clientes,” disse a fonte.

Mouhadji Lam, Vice-Presidente da WHV, por sua vez, vê o fórum como um espaço de oportunidades “o primeiro dia foi muito bom, este é um espaço de oportunidades para expor as potencialidades de Moçambique e encorajar o empresariado local, para que todos os moçambicanos entendam que Moçambique pode, porque muitos moçambicanos, quando ouvem falar de mineração, apenas pensam que é um assunto dos estrangeiros. É possível sim, moçambicanos se juntarem e fazerem trabalho, fazerem parceria entre eles. Imagine que alguém queira um recurso, alguém queira explorar. Nós, o que é que fazemos? Conectamos moçambicanos com o mundo a nível global, conectamos mercados. Então, o moçambicano tem que deixar de ter medo.”
Outra participante ainda referiu que “tendo em conta que no primeiro dia, se teve como foco a industrialização dos locais de exploração de minerais, acredito que se de facto se industrializassemos as zonas de exploração através da criação de recursos necessários para tal, grandes mudanças seriam geradas no sector, essas mudanças seriam geradas não apenas nos sectores de actividade, mas também na vida da população local, da província e do país.”
O Segundo dia do CAVAME-D esta terça-feira é marcado pela abertura oficial da semana CAVAME-D, pelo Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, assim como com a discussão voltada a transformação de recursos minerais em desenvolvimento, aos casos de sucesso a adição de valor em Moçambique e no Estrangeiro, os caminhos para gerar impacto real nas empresas locais, divulgação de resultados para a aquisição dos pacotes do CAVAME-D, assim como a assinatura dos resultados da aquisição dos pacotes CAVAME-D. (Felismina Maposse em Nacala)





