“Queremos que Tete passe progressivamente de um território de recursos para um território de valor,” PR na abertura da conferência internacional de investimentos de Tete   

Tete (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Chapo, disse, na quinta-feira (08), na abertura oficial da Conferência Internacional de Investimentos de Tete que a terra do Songo deve ser vista mais do que uma terra de recursos, uma terra de geração de valor. 

Na ocasião, o PR destacou que Tete, antes conhecida como a terra dos seis “C’s”, traduzidos pelo Calor, Capenta, Cahora-Bassa, Carvão, Cabrito e Chicoa, é lhe adicionada o sétimo, Criatividade. 

A localização geográfica de Tete, aliada as suas potencialidades, também rendeu homenagem do PR. “Tete liga Moçambique ao Zimbabwe, à Zâmbia e ao Malawi e aproxima os países do interior da África Austral dos corredores e dos portos moçambicanos, principalmente o Porto da Beira e de Nacala. A localização geográfica de Tete torna-a um ativo econômico. Tete é energia, Tete é logística, Tete é comércio, Tete é corredor de desenvolvimento, Tete é produção, é integração regional, é acesso a mercados, é promessa e é esta combinação entre recursos, energia, terra, água, pessoas e localização que devemos transformar numa verdadeira plataforma de investimento.”

O Estadista Moçambicano ainda chamou a acção as diferentes frentes sociais para o avanço da economia da actual terra dos 7 C’s. “Precisamos de encontrar recursos para financiar a economia produtiva. Os bancos comerciais, as instituições financeiras devem disponibilizar o crédito para quem produz, porque queremos aumentar a produção e, consequentemente, aumentar a autossustentabilidade da nossa economia e aumentar as exportações. E só com o aumento da produção e o aumento das exportações é que podemos captar mais divisas. O nosso objetivo é inverter a balança de pagamentos para começarmos a ter mais exportações e menos importações.”

Daniel Chapo reiterou também a necessidade de a economia de Tete gerar valor local e nacional. “Não queremos apenas carvão que sai, queremos uma indústria que fica, que gera emprego, gera renda, gera salários, gera imposto a nível local. Não queremos apenas energia que atravessa fronteiras, mas energia que mova fábricas localmente, irrigue campos localmente, conserva alimentos localmente e cria novas empresas em Moçambique. Não queremos apenas produtos agrícolas, mas agroindústria que gera valor aos nossos produtos agrícolas. Não queremos apenas minerais, mas cadeias de valor que esses minerais criam e, sobretudo, oportunidade de negócio empresariado local moçambicano,” declarou. (Felismina Maposse)

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