Nampula (IKWELI) – Um jovem de aproximadamente 20 anos de idade foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, acusado de agredir, ameaçar, roubar e violar sexualmente trabalhadoras do sexo no Axinene, na cidade de Nampula.
O acusado admite ter agredido fisicamente uma das mulheres, mas nega tê-la violado sexualmente. Segundo explicou, decidiu fazer justiça pelas próprias mãos depois de entender que a vítima lhe teria faltado ao respeito.
“Ela começou primeiro a lançar insultos e depois bateu-me na boca. Eu também lhe devolvi a agressão. Não tranzei com ela, porque ela estava a ofender-me e eu estava a beber com os meus amigos. Por isso estou aqui.”
De acordo com alegações da PRM, o indivíduo é acusado de ameaçar, roubar e violar sexualmente algumas das suas vítimas, situação que levou à realização de uma operação policial com o objectivo de desmantelar a ele e outros membros do grupo.
A detenção ocorre numa altura em que algumas trabalhadoras do sexo denunciaram, recentemente, ao Ikweli casos frequentes de agressões, roubos e ameaças nos locais de prostituição do Axinene.
Dércio Samuel, chefe do departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, disse que o suspeito frequentava a zona do Axinene e ameaçava as mulheres, exigindo-lhes dinheiro e outros bens.
“Este indivíduo frequentava a área da 3ª Esquadra, no mercado da Descida. Ele ameaçava as suas vítimas, neste caso as mulheres que frequentam o Axinene, e exigia vários bens. No dia 28, por volta das 20 horas, a Polícia tomou conhecimento de que o indivíduo, juntamente com os seus comparsas, tinha-se apoderado de 2.100,00Mt (dois mil e cem meticais), um telemóvel e outros bens.”
Na explicação da Polícia, uma das vítimas recebeu uma guia para ser encaminhada ao hospital, onde deveria receber assistência médica.
Dércio Samuel acrescentou que as autoridades continuam a trabalhar com vista à neutralização de outros alegados integrantes do grupo, que têm ameaçado as mulheres apoderando-se de vários bens delas e de outras pessoas que frequentam aquele ponto conhecido por Axinene.
“Continuamos a trabalhar para neutralizar os outros indivíduos que têm ameaçado esta camada social e se apoderado de vários bens das meninas que frequentam aquele ponto, mais conhecido por Axinene.” (Malito João)

