Nova Iorque (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, discutiu na terça-feira (22), em Nova Iorque, com a Directora-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o Director-Geral da International Finance Corporation (IFC), Makhtar Diop, o financiamento da economia moçambicana e a mobilização de investimento privado. Os encontros marcaram o primeiro dia da visita de trabalho que o Chefe do Estado realiza por ocasião da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, dia em que participou também na abertura do Debate Geral.
Com Makhtar Diop, a conversa incidiu sobre a mobilização de capital para o sector privado e para projectos estruturantes. O dirigente da IFC, instituição do Grupo Banco Mundial, mostrou-se disponível para aumentar o investimento em Moçambique e apontou oportunidades na agricultura e no agro-negócio, na energia, incluindo as renováveis, nas infra-estruturas, na economia digital e na inclusão financeira.
No Forbes Africa Day, fórum de negócios dedicado às oportunidades económicas de África, Daniel Chapo lançou “From Captivity to the Presidency of the Republic”, versão inglesa do seu livro “Do Cativeiro à Presidência da República”. Numa entrevista interactiva perante investidores e empresários, apresentou as reformas em curso: as novas leis de minas, de petróleo e gás e de conteúdo local, e a unidade de entrega criada no seu Gabinete para acompanhar investimentos. Citou o pagamento antecipado da dívida ao FMI como demonstração de “disciplina e responsabilidade”. Referiu os projectos de gás natural liquefeito de Cabo Delgado, com a ENI, a TotalEnergies e a ExxonMobil, mas insistiu na diversificação da economia. “O sector privado é a chave para o desenvolvimento de Moçambique”, afirmou, antes de destacar o potencial de Cahora Bassa para abastecer de electricidade a região da SADC e de convidar investidores norte-americanos a conhecer as oportunidades do sector.
Jeffrey Sachs, presidente da UN Sustainable Development Solutions Network, disse acreditar, depois do encontro com o Chefe do Estado, que Moçambique “pode alcançar um desenvolvimento económico muito rápido”. Defendeu investimentos na educação, na saúde e em infra-estruturas como a electricidade, a internet e as estradas, e indicou a China e a Índia entre os países interessados em apoiar o país.
O encontro de cortesia com António Guterres decorreu no último ano do mandato do Secretário-Geral, que termina em Dezembro, quando se prepara a escolha do seu sucessor. A agenda em Nova Iorque, que a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação descreveu como de dois dias, 22 e 23 de Setembro, prevê ainda a partilha da experiência moçambicana em matéria de paz e desenvolvimento, com destaque para o Diálogo Nacional Inclusivo, e um encontro com a comunidade moçambicana. (Redação)

