Beira (IKWELI) — Pelo menos vinte e oito antigos combatentes da Luta de Libertação Nacional foram condecorados esta sexta-feira (25), na cidade da Beira, durante as celebrações do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
A cerimónia decorreu no bairro de Chota, sob o lema “62 anos celebrando o legado da libertação da nação, consolidando a paz e a defesa nacional”, e contou com a participação de entidades governamentais, membros das Forças de Defesa e Segurança, antigos combatentes e representantes da comunidade.
As actividades iniciaram com um desfile das FADM, seguido da deposição de flores no monumento das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, em homenagem aos combatentes da Luta de Libertação Nacional.
Dos 28 combatentes condecorados, 16 são mulheres e 12 são homens, num acto de reconhecimento pelo seu contributo na luta pela independência nacional.
O Secretário de Estado da província de Sofala, Manuel Rodrigues Alberto, destacou a importância de preservar o legado dos antigos combatentes e apelou a actual geração, sobretudo aos jovens, para contribuir para o desenvolvimento do país através do trabalho, produção, conhecimento e inovação.
O governante defendeu igualmente maior participação dos cidadãos na resolução dos problemas das comunidades e apelou ao combate à corrupção, nepotismo e outros problemas sociais.
Por sua vez, o Coronel Mateus Cuenjel, das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, afirmou que o 25 de Setembro constitui uma oportunidade para recordar a história e reflectir sobre a responsabilidade das diferentes gerações na preservação da paz e da soberania nacional.
O oficial destacou ainda que os desafios actuais da defesa nacional vão para além dos conflitos convencionais, abrangendo também a criminalidade organizada e situações de emergência relacionadas com fenómenos climáticos, o que, segundo defendeu, exige preparação, disciplina e capacidade de resposta das forças de defesa e segurança.
A cerimónia contou também com um momento cultural apresentado pelo Grupo Cultural Zona Verde, um grupo de dança tradicional que trouxe manifestações da cultura moçambicana para as celebrações. (Aunícia Avelino)

