Nampula (IKWELI) – Encerrou, na tarde desta quinta-feira (24), a V sessão ordinária da Assembleia Provincial (AP) de Nampula e o governador garantiu que, apesar de todas as adversidades, Nampula continua a desenvolver-se.
“Há resultados que podem, merecem e devem, necessariamente, ser reconhecidos. Há, também, compromissos que ainda não foram alcançados e problemas que continuam a exigir resposta. Não nos escondemos dessas dificuldades. Mas não devemos confundir uma coisa com a outra,” disse Eduardo Mariamo Abdula, no seu discurso de encerramento.
Anteriormente, o governador referiu que “os resultados que apresentámos nesta Assembleia demonstram que, mesmo num contexto marcado por dificuldades financeiras, adversidades climáticas e enormes necessidades sociais, temos conseguido executar os nossos programas e alcançar resultados concretos.”
“No primeiro semestre, alcançámos uma execução de 67,9% do nosso plano de actividades,” recordou Abdula, anunciando que “é um resultado que reflecte o esforço dos nossos sectores, dos distritos, dos parceiros de cooperação e de todos aqueles que, diariamente, trabalham pelo desenvolvimento da Província. São resultados que devem ser avaliados na sua verdadeira dimensão, tendo em conta as condições em que foram alcançados e o impacto que representam para a nossa população.”
Diante destes resultados, Eduardo Abdula avançou que “não estamos a falar de intenções, nem de promessas. Estamos a falar de actividades realizadas, de investimentos concretizados e de compromissos que estão a produzir resultados,” por isso “não podemos ignorar esse trabalho,” mas também “não podemos ignorar aquilo que continua por resolver.”
É projecção do Conselho Executivo Provincial liderado por Abdula continuar a prover meios e serviços para o bem-estar da população. “Há comunidades que ainda não têm acesso à água potável. Há estradas que precisam de intervenção, unidades sanitárias que necessitam de melhores condições e jovens que continuam à procura de oportunidades de emprego. Conhecemos esses problemas. Encontramo-los nas nossas deslocações aos distritos, ouvimo-los nas reuniões com as comunidades e confrontamo-nos diariamente com as dificuldades que representam para as famílias.”
Segundo Abdula, “é nossa obrigação reconhecê-los, explicar os constrangimentos que enfrentamos e continuar a procurar soluções.”
As bancadas, o governador pediu proactividade, pois deseja que elas não se limitem apenas em apresentar problemas, que, também, o executivo, os conhece, tanto é que “da mesma forma que temos a obrigação de reconhecer aquilo que falta, esperávamos das bancadas do PODEMOS, do MDM e da RENAMO que, para além de identificarem os problemas que ainda afligem a nossa população, apresentassem também propostas concretas para os resolver.”
“É legítimo exigir mais estradas, mais água, melhores escolas e hospitais com medicamentos. São exigências que o próprio Governo reconhece e partilha. Mas quando se identifica um problema, esperamos também discutir o que pode ser feito, quais são as alternativas, como mobilizar os recursos necessários e que prioridades devemos estabelecer,” concluiu o governador, recordando que “o Conselho Executivo Provincial continuará disponível para apreciar propostas concretas, independentemente da bancada de onde venham. Devemos explicar essas dificuldades com transparência, distinguir os constrangimentos financeiros das falhas que são da nossa responsabilidade e identificar as medidas necessárias para melhorar a execução. O que não podemos é avaliar o trabalho realizado sem considerar os programas aprovados, os recursos efectivamente disponibilizados e as condições em que tivemos de trabalhar.” (Redação)

