
Quelimane (IKWELI) – Um cidadão de nacionalidade chinesa escapou da morte na terça-feira (15), no distrito de Gilé, norte da província da Zambézia, depois ter sido violentamente espancado pela população local.
O incidente ocorreu depois de o cidadão ter, alegadamente, disparado contra um morador que procurava explicações sobre o desvio do curso normal da água numa zona próxima do rio Namirue, na região de Namihale.
Segundo relatos de moradores, o cidadão chinês encontra-se envolvido na exploração de recursos naturais, incluindo ouro, nas proximidades do rio, uma actividade que terá provocado o bloqueio do curso de água utilizado pela população local para lavar roupa e tomar banho.
Um dos moradores contou que a água teria ficado bloqueada durante cerca de uma semana e que, quando um residente procurou esclarecimentos junto dos exploradores, um dos cidadãos chineses efectuou disparos, criando susto e intimidação da população.
“São chineses que vinham explorando ouro. Fecharam toda a água durante uma semana e, quando questionados, um deles atirou. A população, quando se apercebeu, também agiu violentamente, espancando-o. Ele escapou da morte graças à intervenção da Polícia da República de Moçambique (PRM)”, relatou o morador.
De acordo com a mesma fonte, o cidadão chinês terá sido atingido por vários golpes durante o confronto. O mesmo morador afirmou ainda que a vítima foi despida, arrastada e agredida fisicamente pela população.
“O chinês foi tirado a roupa, arrastado como Jesus Cristo e partiram-lhe o braço. Também queimaram duas máquinas escavadoras e dois carros. Se não fosse a intervenção da polícia, o cidadão de nacionalidade chinesa já teria sido morto”, frisou a fonte.
Por enquanto, até pelo menos ao meio-dia desta quarta-feira, não há uma confirmação oficial sobre o número de pessoas feridas, a identidade dos envolvidos ou as circunstâncias exactas dos disparos.
A nossa de reportagem tentou, sem sucesso, contactar a Polícia da República de Moçambique (PRM), na província da Zambézia, para obter a sua versão dos factos. (Francisco Mário)






