
Nampula (IKWELI) – Docentes do Centro de Estudos de Psicologia Aplicada (CEPA) da Universidade Rovuma (UniRovuma) promoveram, nesta terça-feira (15), uma palestra naquela instituição com intuito de conscientizar a comunidade académica e a sociedade em geral sobre a importância de procurar apoio e evitar suicídio.
O evento que decorreu sob lema: “Entre a Dor e a Esperança: Desafios da Prevenção do Suicídio em Moçambique,” é alusivo ao Setembro Amarelo, um mês que o mundo reflecte sobre o comportamento suicida.
“Nós escolhemos esse dia para fazer prever os estudantes, docentes e até o público em geral de que há possibilidade de procurar apoio, porque muitos dos que tiram a vida passam uma situação de sofrimento psicológico como é o caso da depressão e outros. portanto, antes que a pessoa chegue a este ponto, deve procurar espaço para receber ajuda,” disse Rosário Sunde, psicólogo e docente universitário.
De acordo com Sunde, tirar a vida não é solução para ultrapassar um determinado problema, pois existem muitas alternativas que a pessoa pode accionar para diminuir a dor ou o sofrimento psicológico. “São vários os problemas que podem levar uma pessoa a cometer suicídio, como o caso de violência, desemprego, alguns abusos, perdas de bens ou pessoas mais próximas e não conseguir superar, decidindo em tirar a própria vida,” sublinhou a fonte.
Por sua vez, Dulce João Nunes, psicóloga e directora do Centro de Estudo de Psicologia aplicada da Universidade Rovuma, disse a nossa equipa de reportagem que o Setembro Amarelo representa um mês de esperança por ter acontecido um evento extremo nos Estados Unidos de América onde um jovem conhecido pela sua energia acabou por tirar a sua própria vida.
“É preciso que os jovens tenham esperança, aquele que precisar algum apoio não exit em procurar o outro. Não é necessariamente que alguém que está a passar dificuldade procurar um psicólogo, qualquer um pode ajudar com uma simples escuta pode fazer uma diferença para alguém,” disse Langa.
A nossa entrevistada frisou que, nos últimos tempos, as causas que mostram a motivação do cometimento do suicídio é o consumo de drogas na camada juvenil, assim como causas sociais em destaque para os desentendimentos nos lares. “Nós, como universidade, não gostaríamos de deixar passar a data porque sabemos que a nossa comunidade académica é composta maioritariamente por jovens, então, são estes que no dia-a-dia acabam atravessando os problemas sociais, económicos e é preciso que fiquem em alerta sobre este mal,” sublinhou Langa. (Francisco Mário)





