Moza Banco espera resultados gigantes com o projecto LFER

Nampula (IKWELI) – O Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco S.A., Manuel Soares, mostra-se expectante quanto aos resultados da Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais (LFER), considerando que o projecto poderá impulsionar actividades como agricultura, pesca e aquacultura, agro-processamento e comércio rural, sectores que sustentam e geram rendimento para milhares de famílias moçambicanas.

Manuel Soares considera acertada a decisão do governo em lançar a LFER na província de Nampula, tendo em conta o potencial produtivo e a contribuição da região para as exportações nacionais. Para o gestor, o sucesso da iniciativa dependerá também da capacidade dos beneficiários de devolverem os recursos recebidos, permitindo que o fundo seja reutilizado para financiar outros empreendedores no futuro.

“Nampula é uma província que tem muito impacto em termos de exportações nacionais, onde há imensa produção rural. Queremos que, sendo uma província bem acompanhada, possa contribuir para este desenvolvimento que o país precisa. Estamos certos de que esta linha vai produzir resultados”, afirmou Manuel Soares.

O gestor explicou que o Moza Banco chega a esta parceria com experiência acumulada na área de financiamento, cabendo à instituição operacionalizar o desembolso de um valor global de 726 milhões de meticais, canalizado para nove instituições financeiras participantes, entre bancos comerciais, micro-bancos e operadores de micro-finanças.

Manuel Soares destacou ainda que o Moza Banco assumirá a custódia dos recursos da linha, garantindo a sua gestão de forma segregada e com mecanismos de controlo e rastreabilidade dos fluxos financeiros. “O Moza Banco é fiel depositário do capital desta linha, abrimos e gerimos contas e subcontas de forma segregada, com mecanismos de controlo e rastreabilidade do fluxo financeiro. Os recursos desta linha são públicos e serão tratados com rigor”, explicou.

Segundo o gestor, a instituição será igualmente responsável pela operacionalização do ciclo de crédito, desde a instrução dos processos até à análise e avaliação dos projectos. “Cabe-nos organizar o processo, instruir a documentação, verificar a elegibilidade, avaliar a viabilidade dos projectos e submeter ao comité de crédito constituído especificamente para esta linha. Cabe-nos depois desembolsar e registar cada operação”, disse.

Por fim, Manuel Soares sublinhou que a disciplina no reembolso será fundamental para garantir a continuidade da LFER e a credibilidade da iniciativa. “Assumimos, em terceiro lugar, o compromisso da dupla verificação institucional. Nenhuma operação avança apenas com a decisão do banco, havendo também a validação do FARE enquanto unidade de implementação. O processo torna-se mais exigente, mas é precisamente essa exigência que protege o fundo, os beneficiários e a credibilidade desta iniciativa perante os parceiros de desenvolvimento”, concluiu. (Malito João)

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