
Nampula (IKWELI) – A Universidade Rovuma (UniRovuma) pretende continuar a apostar nos cursos técnicos profissionais, sobretudo os que podem promover o autoemprego assim como a facilidade de trabalho junto às multinacionais com vista a transformar as riquezas de Moçambique.
A informação foi reiterada na sexta-feira (4), pelo reitor da UniRovuma, Mário Jorge Caetano Brito dos Santos durante cerimónia de portas abertas e o dia da UniRovuma que decorreu sob o lema: “Universidade Rovuma: Portas abertas ao conhecimento, à Inovação e ao Desenvolvimento Sustentável” tendo referido que o evento é uma oportunidade para convidar o público, assim como todos os actores ligados a vários subsistemas de ensino para ver a importância daquela instituição de ensino superior, os cursos existentes e as linhas de pesquisa.
De acordo com o Reitor, a aposta principal são os cursos mais práticos como de engenharia aplicada a outras ciências mais práticas na vida e na sociedade. “Incluímos também cursos ligados a geologia, ao meio ambiente, porque engenharia sem um meio ambiente sustentável, sem um meio ambiente que é feito de forma controlada, mais educado e responsável, não vale a pena formar profissionais sem essa ética de gestão e de liderança ambiental,” elucidou dos Santos.
Para o Reitor, a Universidade aposta, igualmente, nos cursos de processamento de alimentos e ciências agrárias no geral, dai que “os cursos o saber fazer são focos principais da universidade Rovuma, principalmente nestes três anos da sua criação como Universidade,” frisou.
Todavia, o dirigente daquela instituição de ensino superior, garantiu que a Universidade recebeu laboratórios para fazer face aos cursos do saber fazer onde alguns já estão em operação e os outros materiais estarão em uso brevemente.
Estudantes desafiados a abastecer Nampula de frutas enxertadas

Ainda no âmbito do dia aberto, o Reitor da Universidade Rovuma desafiou os estudantes daquela instituição de ensino superior, extensão de Namaita, a produzir frutas para suprir as deficiências existentes no mercado.
“Podemos ver Campos de culturas alimentares como alface, cebola, cenoura, couve, mas também às fruteiras com destaque para o limoeiro, laranjeiras, abacateiros e outros citrinos,” disse e secundou, “lançamos um desafio para que que os estudantes possam fazer enxertes de mangas especiais e de ciclos muito curtos, porque enquanto as nossas mangas comuns em Moçambique começam a amadurecer entre finais de Novembro, Dezembro, nos finais de fevereiro começam a não existir. Então, as mangas começam a aparecer em Março e vão até Junho a julho, portanto, é necessário que comecemos a fazer contactos com instituições que possam fornecer esses tipos de plantas,” disse.
“É preciso que Nampula seja povoado de citrinos assim como toda a zona norte. “Existe um tipo de banana chamada “banana pão onde os países da África Oriental e alguns países da África Ocidental, usam essa banana para fazer farinha, ao invés de se consumir a farinha da mandioca,” realçou o reitor. (Francisco Mário, foto: Hermínio Raja)






