Maputo (Ikweli)- O Presidente da República defendeu esta segunda-feira (31) que o gás natural deve deixar de ser apenas uma fonte de exportação e passar a alimentar fábricas, impulsionar a industrialização e gerar empregos no país. Na abertura da 61ª edição da FACIM 2026, o Executivo destacou os investimentos previstos no sector do gás, estimados em 50 a 60 mil milhões de dólares nos próximos cinco a dez anos, como uma oportunidade para financiar e dinamizar áreas como agricultura, indústria, energia, turismo e transformação digital.
A aposta no gás surge, como um dos principais pilares da estratégia de transformação económica do país. O Executivo espera ainda que a ExxonMobil tome, este ano, a decisão final de investimento num projecto avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares.
Para efetivar esses investimentos, o executivo assegura que está a trabalhar nas pequenas e médias empresas moçambicanas para que estejam preparadas para participar nas cadeias de fornecimento associadas aos grandes projectos.
O governante considera que o impacto económico do gás será maior se os investimentos contribuírem para o crescimento de empresas nacionais, criação de empregos e retenção de maior valor dentro do país.
Neste sentido, segundo a visão do chefe do estado, as receitas provenientes do gás devem ser canalizadas em outros sectores considerados fundamentais, “o que nós queremos é pegar nas receitas do gás e investir nas outras áreas da nossa economia como a agricultura, indústria, recursos minerais, energia, turismo, transformação digital e economia azul e infra-estruturas.”
Chapo defendeu que a FACIM evoluiu, e já não é apenas uma feira de exposição é uma plataforma de negócios e também uma ponte entre ideias e capitais, produtos e mercados e entre Moçambique e o mundo. (Antónia Mazive)

