
Nampula (IKWELI) – Um indivíduo de 42 anos de idade, residente na zona de Nacurare, no distrito de Murrupula, província de Nampula, foi detido e recolhido às celas da 1ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique [PRM], acusado de comercialização de fármacos do Sistema Nacional de Saúde, com destaque para medicamentos antirretrovirais (ARV), seringas, entre outros.
Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), o indivíduo foi interpelado na via pública, onde, depois de questionado sobre a proveniência dos medicamentos que transportava, não apresentou qualquer documentação que comprovasse a sua legitimidade ou ligação ao sector da saúde.
Dércio Samuel, chefe do departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, explicou que o indivíduo estaria a comercializar os medicamentos, situação que, segundo a corporação, poderia colocar em risco a saúde pública, razão pela qual foi detido para posterior responsabilização pelas autoridades da Justiça.
“O indivíduo foi conduzido para as nossas subunidades, queremos apelar a sociedade em geral para que colaborem com a polícia na denúncia dos casos criminais que ocorrem. Quem tiver conhecimento dos outros indivíduos que têm comercializado fármacos sem aquelas recomendações do Sistema Nacional de Saúde que possam contactar a polícia que esses sejam conduzidos nas nossas subunidades.”
Entretanto, o cidadão detido recusou categoricamente as acusações, alegando ser Agente Polivalente Elementar (APE), reconhecido pela comunidade e afirmou que os medicamentos encontrados na sua posse tinham outra finalidade.
“Eu juro, em nome de Deus, que não estava a vender, mas somente transferir de uma casa para outra minha casa na vila, então quando me encontraram expliquei que sou Agente Polivalente Elementar, mas ninguém me acreditou por isso que estou aqui, ali tem medicamentos de sida também, porque tenho alguns pacientes numa das comunidades naquele distrito, por isso que estou aqui.”
O caso permanece sob investigação das autoridades, que deverão apurar a proveniência dos medicamentos e esclarecer se houve ou não comercialização ilegal dos fármacos, enquanto o detido aguarda nas celas da PRM pelos procedimentos subsequentes de responsabilização pela administração da Justiça. (Malito João, Foto: Belto Samuel)






