
Chimoio (IKWELI) – A 11.ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO terminou este fim-de-semana com um apelo à renovação interna, ao reforço da ligação com o povo e à adopção de uma nova atitude na governação e na vida partidária.
No discurso de encerramento, o presidente da FRELIMO, Daniel Chapo defendeu que o fim da conferência marcou, na verdade, o início de uma etapa que é de transformar as contribuições dos quadros em decisões com impacto positivo e visível no bem-estar dos moçambicanos.
Realizado sob o lema “Renovar Moçambique: uma nova era, um acto com o povo”, a conferência colocou no centro do debate temas como a independência económica, o desenvolvimento sustentável e inclusivo e a necessidade de aproximar o partido das comunidades.
Daniel Chapo orientou aos membros a regressarem às províncias, distritos e comunidades para divulgar os resultados da conferência e explicar que as contribuições apresentadas serão submetidas à apreciação do Comité Central, num processo que deverá conduzir à realização do 13.º Congresso da FRELIMO, previsto para o próximo ano.
Um dos pontos de maior destaque no discurso foi a necessidade de combater comportamentos que possam prejudicar a imagem do partido. Chapo insistiu que a FRELIMO não pretende dar espaço a membros envolvidos em corrupção, criminalidade, tráfico de drogas, branqueamento de capitais, raptos ou outras práticas ilícitas.
Fora isso, defendeu a responsabilização individual dos membros que cometem crimes, sem que os seus actos sejam associados ao partido dos camaradas.
Outro destaque foi a aposta na juventude como elemento fundamental para a transformação do país. A renovação, segundo a mensagem transmitida pelo Chapo, não significa romper com a história da FRELIMO, mas combinar a experiência das gerações mais velhas com a energia e inovação dos jovens.
Quanto a preservação da paz e combate ao terrorismo, que também marcou o discurso do Chapo em Chimoio, reconheceu os esforços das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, das forças amigas do Ruanda e da Tanzânia e da Força Local no combate ao terrorismo em alguns distritos de Cabo Delgado.
O presidente da FRELIMO considerou a paz e a segurança condições indispensáveis para o desenvolvimento de Moçambique. (Redacção)





