FACIM 2026: Nampula prepara-se na sua máxima força para o evento

Nampula (IKWELI) – O governo de Nampula e o sector privado, representado pelo Conselho Empresarial Provincial (CEP/CTA), antena local da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), mantiveram reunião, no fim da tarde desta quarta-feira (12), para a preparação da participação da província na 61ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026).

O evento, segundo apurou o Ikweli, foi solicitado pelo CEP/CTA, tendo contado com a presença do governador da província, Eduardo Mariamo Abdula.

“Na FACIM 2025, a Província de Nampula conquistou duas importantes distinções: o 1.º lugar como Melhor Província Expositora e o prémio de Província Revelação,” recordou Shakeel Ahmed, presidente do CEP/CTA, anotando que “estes prémios representam a melhoria do ambiente de negócios na nossa província, um exercício que tem sido garantido pelo nosso Tio Salim.”

Num outro desenvolvimento, Ahmed referiu que “no corrente ano, em mais uma demonstração e reconhecimento, Sua Excelência Senhor Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariano Abdula (Tio Salim), recebeu o Prémio Formiga durante a XXI edição da CASP 2026, pelo seu desempenho, boa governação e transparência. O CEP/CTA-Nampula, por sua vez, teve também a honra de receber um Prémio de Distinção, que entendemos como mais um fruto do crescente reconhecimento da Província de Nampula e do trabalho que temos vindo a desenvolver na promoção do diálogo público-privado.”

Os empresários de Nampula garantem que “mantemos o nosso cometimento para uma maior colaboração com o sector público, com a segurança que nos oferece o nosso governador, o tio Salim, nesses contactos permanentes que mantemos,” por isso “não podemos olhar para 2025 como um ponto de chegada. Temos de transformar este ciclo de reconhecimento num ciclo de continuidade, de melhoria e de excelência. E é aqui que o empresariado tem um papel decisivo. A FACIM não deve ser encarada apenas como uma exposição. Deve ser uma plataforma de negócios, investimento, parcerias, promoção de produtos e abertura de novos mercados, por isso, com as empresas e potencialidades que dispõe, e como empresários, mantemos o nosso compromisso de termos a província no mais alto pedestal desta principal montra comercial do país.”

E o governador de Nampula afirmou que “é sempre importante sentarmo-nos com o sector privado. Porque quando falamos de desenvolvimento económico, de emprego, de produção, de investimento e de oportunidades para os nossos jovens, estamos a falar de uma responsabilidade que o Governo e o sector privado devem assumir juntos.”

Segundo disse, “a FACIM é uma grande montra de Moçambique. É onde as províncias apresentam aquilo que produzem, aquilo que sabem fazer e, sobretudo, aquilo que têm para oferecer ao mercado e aos investidores. Por isso, para Nampula, participar na FACIM não deve ser entendido apenas como uma oportunidade, mas tambem como responsabilidade. Então, quando Nampula vai à FACIM, tem de ir à altura daquilo que representa para a economia nacional,” por isso que “aqui quero deixar uma mensagem muito clara: o sector privado deve assumir a dianteira da nossa participacao na FACIM.”

 Abdula voltou a repisar que “o Governo deve facilitar, coordenar, mobilizar e criar condições. Mas quem produz, quem transforma, quem vende, quem exporta, quem conhece o mercado e quem sente diariamente os desafios de fazer negócios são os nossos empresários. Por isso, precisamos de maior articulação e preparação conjunta.”

“Não queremos chegar à FACIM apenas com produtos expostos numa prateleira, queremos chegar com negócios, projectos, propostas e soluções. Se temos dificuldades de escoamento, vamos pensar em soluções. Se precisamos de financiamento, vamos estruturar projectos capazes de atrair financiamento. Se produzimos matéria-prima mas ainda transformamos pouco, vamos apresentar oportunidades para a instalação de unidades de processamento. Se temos produtos de qualidade que ainda não chegam aos grandes mercados, vamos procurar parcerias, compradores e canais de distribuição,” enfatizou o governador, defendendo que “a FACIM deve produzir resultados para serem seguidos depois da FACIM.É esta mudança de atitude que gostaria de ver. Cada empresa que participar deve perguntar: “O que vou procurar na FACIM? Que parceria quero trazer? Que mercado quero conquistar? Que problema quero ajudar a resolver?” E há ainda outro aspecto. Devemos olhar para a FACIM 2026 como um passo importante para a preparação da FENA 2027.

Vamos observar. Vamos aprender. Vamos identificar boas práticas. Vamos perceber como outros organizam os seus espaços, apresentam os seus produtos, atraem investidores e promovem negócios. Aquilo que aprendermos na FACIM deve ajudar-nos a fazer uma FENA 2027 maior, mais empresarial, mais competitiva e mais orientada para resultados.” (Redação)

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