Mais de 40 pessoas com deficiência recebem meios de locomoção em Nampula

Nampula (IKWELI) – A edilidade da cidade de Nampula e a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) uniram esforços para devolver esperança a, pelo menos, 40 pessoas com deficiência, através da oferta de cadeiras de roda, triciclos e cestas básicas.

A entrega feita na manhã desta segunda-feira (03) representa, segundo, o autarca da cidade de Nampula, Luís Giquira, o esforço empreendido pelos seus parceiros de cooperação, na promoção da inclusão, solidariedade e justiça social.

Luís Giquira disse, igualmente, que a entrega de meios de locomoção, visa combater as barreiras físicas e sociais que impedem milhares de pessoas com dificuldades de locomoção de participar em actividades nas comunidades e nas instituições públicas e privadas, devido o seu estado físico.

Na ocasião, aquele dirigente apelou as pessoas que se beneficiaram dos meios e produtos alimentares a fazerem o devido uso, e que conquistem novas oportunidades de formação e trabalhos.

Já o director executivo norte da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Augusto Atumane, explicou que a iniciativa neste momento também está a decorrer nas regiões nortes e sul do país, com vista a ajudar a melhorar a locomoção das pessoas com alguma condição física.

Atumane disse que a iniciativa se insere nas celebrações do 231⁰ aniversário dos CFM, assinalados no passado dia 8 de Julho, e no cumprimento das promessas feitas pela organização a população.

A nossa equipe de reportagem entrevistou alguns dos beneficiários que se mostraram felizes com a iniciativa.

Belta Mário, por exemplo é residente do bairro de Muatala, contou ao Ikweli que o seu neto, de 9 anos de idade, poderá ganhar alguma independência. “Ele nasceu assim, mas com essa cadeira de roda me sinto feliz, e espero que ele continue a fazer assim, porque nós que não trabalhamos, não temos como ajudar, sofria muito, ele fazia tudo aí, mas assim muita coisa poderá mudar muito.”

Por outro lado, Albertina Luís, também encarregada de educação de dois menores de 12 e 14 anos de idade deficientes físicos, declarou que “estou muito feliz por receber este meio, porque o meu filho passava muito mal, só para ir à escola tinha que procurar alguém para lhe levar a escola e as vezes ficavam uma ou duas semanas sem ir à escola, e assim tinha que contratar um taxista que mensalmente tinha que pagar 1.500,00Mt (mil e quinhentos meticais).” (Virgínia Emília)

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