
Malema (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou, nesta quinta-feira (23), no distrito de Malema, em Nampula, que a paz em Moçambique não se constrói apenas com o cessar das armas, mas também com a união nacional, a vigilância comunitária e o compromisso de todos os cidadãos na preservação da estabilidade do país.
Em comício popular, Chapo afirmou que existem pessoas que, através da desinformação e da propagação de boatos, procuram desestabilizar o país e dividir as comunidades. Por isso, apelou aos cidadãos para que estejam atentos e rejeitem informações falsas que alimentam a violência.
O estadista recordou os acontecimentos registados após as eleições de 2024, afirmando que alguns indivíduos enganaram a população ao alegarem ter vencido o escrutínio, o que acabou por incentivar actos de destruição de bens públicos e privados.
“Destruíram bombas de água, residências de administradores, escolas, centros de abastecimento e hospitais. Essas infra-estruturas não participam em eleições. Quem destrói estes bens está a prejudicar o próprio povo”, afirmou.
O Presidente denunciou ainda a circulação de falsas informações relacionadas com a cólera, esclarecendo que a doença resulta de deficientes condições de higiene e não da alegada distribuição intencional por parte de pessoas ou instituições.
“Quando viram que a mentira de ganhar eleições não pegou, inventaram que alguém traz cólera, mas não está a pegar, porque o povo já está descobrir que isso é mentira, vivem inventando outra mentira e outro boato que há pessoas que quando cumprimenta outra pessoa o sexo de outra pessoa atrofia-se ou desaparece é mentira, isso tudo é mentira”, explicou Chapo, que apelou à população para reforçar hábitos de higiene, como a lavagem das mãos, e ignorar mensagens enganosas.
O estadista acrescentou que a mesma estratégia de desinformação tem sido utilizada em relação às campanhas de vacinação infantil, com o objectivo de criar medo e reduzir a adesão da população aos programas de saúde pública.
No fim da sua intervenção, Chapo reiterou que a violência apenas destrói comunidades e atrasa o desenvolvimento do país. Defendeu que a vigilância comunitária deve ser reforçada para proteger a paz e evitar que cidadãos sejam manipulados por discursos de ódio e desinformação, lembrando que, durante a violência pós-eleitoral, houve casos de pessoas que agrediram e até mataram os seus próprios irmãos por acreditarem em informações falsas. (Malito João, em Melema)






