Nampula (IKWELI) – Os moradores da zona de Mukhurua, no bairro de Napipine, cidade de Nampula, denunciam o recrudescimento da onda de assaltos protagonizada por um grupo de malfeitores que, durante a noite, agride pessoas e rouba motorizadas usando objectos contundentes.
Segundo fontes ouvidas pelo Ikweli, os criminosos posicionam-se junto de uma pequena ponte, vulgarmente conhecida por Céu Azul, onde quem circula de motorizada depois das 22 horas corre o risco de perder o veículo ou até terminar no hospital devido à violência das agressões.
A população afirma que a situação está a assumir contornos alarmantes e exige uma intervenção urgente das autoridades para identificar e responsabilizar os indivíduos que, segundo os residentes, estão a “estragar Mukhurua”.
Falando ao Ikweli, jovens da zona relataram episódios de violência que têm gerado medo entre os moradores. “Esse nosso bairro estava silencioso, agora já iniciou com bandidos. A partir da Gorongosa até Mukhurua não se pode passar às 22 horas de mota, podem arrancar depois te catanarem. Então isso nos deixa muito tristes. Há informações de que são putos dessa banda, juntamente com amigos deles que vêm de outros bairros. Então estamos mal aqui no bairro, pedimos socorro antes de a gente partir para a violência pelas próprias mãos,” explicou Rúben Manuel.
Outros moradores alertam que, caso a situação continue, a livre circulação de pessoas e bens ficará seriamente comprometida naquela zona residencial, sobretudo durante a noite.
“Aqui no bairro há muito tempo havia marginais, mas hoje em dia eles já renderam. Actualmente, todos os dias ouvimos gritos de pessoas a serem agredidas. Então isso nos deixa muito tristes,” afirmou outra fonte.
Para quem conhece Mukhurua, a preocupação aumenta devido ao elevado número de jovens envolvidos em diversos vícios, realidade que, segundo os residentes, favorece o aumento da criminalidade e da insegurança no bairro.
Os moradores apelam à rápida intervenção da Polícia da República de Moçambique (PRM), reforçando o patrulhamento nocturno para travar a acção dos assaltantes e devolver a tranquilidade à população. (Malito João)





