
Nampula (IKWELI) – A coordenadora do Projecto Mais Emprego II, uma iniciativa financiada pela União Europeia, com foco nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, Cristina Paulo, afirmou, na sexta-feira (19), no Centro Cultural da Universidade Rovuma na cidade de Nampula que a língua portuguesa constitui um factor diferencial no acesso ao emprego, porque muitos cidadãos moçambicanos, sobretudo na zona rural, têm um fraco domínio.
Cristina Paulo falava no âmbito do encerramento das celebrações da semana da língua Portuguesa que este ano se assinalou sob lema: “Lusofonia: Um cenário de desafios e oportunidades,” onde sublinhou que a língua é um factor de avaliar os candidatos de uma determinada oportunidade de emprego e “o domínio da língua é crucial, pois aqueles que não dominam saem em desvantagem.”
Neste sentido, “é preciso formar os cidadãos, estabelecermos vários programas em universidades, formação dos docentes que promovam competência e a valorização da língua portuguesa, temos docentes no estrageiro, como Egipto, Argélia que promovem o ensino e aprendizagem da língua portuguesa,” disse Paulo.
A fonte fez saber que no âmbito do Mais Emprego II, há uma colaboração com instituições públicas de educação e formação profissional moçambicanas e universidades. “A eficiência da escrita da língua portuguesa é baixa e dai estamos a trabalhar para que os nossos jovens tenham eficiência na língua portuguesa para respondam as exigências do projecto Mais emprego II.” (Francisco Mário)





