
Nampula (IKWELI) – A Técnica de Enfermagem Geral, Madalena José, desencoraja o uso da Inteligência Artificial (IA) para autoconsultas, afirmando que a acção pode concorrer para sérias complicações na saúde da população.
“Cada organismo reage da sua forma, dai o risco de se dar mal, o mesmo que acontece com o paracetamol onde certas pessoas quando tomam pioram, portanto, o ideal é ter a prescrição de um profissional para se dar errado ter justificativa de quem deu a orientação. Muita gente diz que entende de saúde, mesmo sem formação por isso o risco,” disse a Técnica de Enfermagem
Cidadãos entrevistados pelo Ikweli, dizem estar conscientes do risco, mas vários factores concorrem para que tenham na Inteligência Artificial a alternativa mais próxima e mais viável.
Querismino Octávio por exemplo, defende que a preguiça de ir ao Centro de Saúde, o tem motivado a recorrer a IA. “Eu sempre que sinto algumas dores, pego no meu telefone, faço pesquisa e me dão algumas orientações. Depois vou a farmácia para comprar medicamentos,” disse, acrescentando que, “Muitas vezes já usei a Inteligência Artificial, para consultar o tipo de medicamentos para usar quando sentia dores constantes de cabeça, algumas vezes deu certo, outras não e dai me deslocava para um centro de saúde. Ultimamente não faço, porque aconselharam-me a não fazer visto que quando eu fazia piorava,” disse Jeremias Samane.
O cidadão Vasco Alde, aconselha que a pratica seja abandonada, “eu nunca fiz, é sempre bom aproximar a pessoa da área para dar orientações, não é correcto perguntar alguém que nem está perto de si. Eu penso que há um perigo de tomar medicamentos que não são adequados e pode ser prejudicial para a saúde,” realçou.
A fonte, aconselha os cidadãos a não dependerem muito da Inteligência Artificial e que “sempre possamos ir ao encontro de um técnico de saúde, devemos usar a Inteligência Artificial de forma racional, principalmente para a saúde. Não podemos confiar na sua totalidade, mas pode ser auxílio em algumas partes e não como solução,” sublinhou. (Francisco Mário)