
Maputo (IKWELI) – No âmbito da Estratégia Nacional de Financiamento Climático já aprovada pelo Governo, o país precisa, nos próximos dez anos, 38 mil milhões de dólares para financiar acções de combate às mudanças climáticas.
O montante pretende vai ser aplicado para reduzir a vulnerabilidade das populações afectadas pelos fenómenos climáticos e cumprir a estratégia nacional que prevê intervenções nas áreas de protecção costeira, drenagem urbana, controlo da erosão e gestão de resíduos sólidos, beneficiando cerca de 20 milhões de pessoas que vivem ao longo do litoral do país.
A necessidade deste montante foi anunciado na capital do país, na sexta-feira (5), pelo Director Nacional de Desenvolvimento Territorial, Adérito Wetela, durante as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, realizadas sob o lema “Produzir com Resiliência para Alimentar a Nação: Soluções Locais para um Moçambique Sustentável”.
Segundo Wetela, cerca de 40% da população moçambicana sofre os impactos das mudanças climáticas, uma realidade que tem exigido o governo para minimizar esses efeitos, através da construção de sistemas de drenagem e infraestruturas de proteção contra a erosão, com o objetivo de salvaguardar comunidades vulneráveis.
O fortalecimento da gestão de resíduos sólidos também é apontado como prioridade, por isso, Wetela destacou que os resíduos, sobretudo plásticos e vidro, causam impactos negativos no ambiente, estando previstas acções de recolha, limpeza e tratamento.
“Se formos a ver, os resíduos sólidos, maioritariamente compostos por plásticos, por garrafas de vidros, estes têm um impacto negativo no ambiente local, no ambiente das comunidades.”
O dirigente reforçou ainda que a mobilização de financiamento climático é essencial para proteger vidas, infraestruturas e promover o desenvolvimento sustentável em Moçambique. (Antónia Mazive)




