Alerta especialista: Consumo de “makha” pode alterar o aparelho cognitivo

Nampula (IKWELI) – O psicólogo clínico e docente da Universidade Rovuma (UniRovuma), Rosário Sunde alerta que o consumo de drogas, de forma particular a metanfetamina, vulgarmente conhecida por “makha”, pode destruir o sistema cognitivo dos adolescentes e exorta a comunidade para que seja vigilante para estancar este mal que assola a província de Nampula.

Falando em exclusivo ao Ikweli, Sunde afirmou que o consumo de drogas altera a forma de raciocinar, enxergar a realidade, pois, se o adolescente usa drogas, tem consequências que podem ser danos físicos-neurológicos, redução da capacidade de concentração, entre outras complicações.

“Para um adolescente que está em desenvolvimento, usar a droga contribui para a alteração do desenvolvimento normal afectando os órgãos vitais, como é o caso de rins, porque essas substâncias filtram-se no corpo, e ao andar do tempo pode ter problemas cardíacos, de fígado. Por outro lado, se um adolescente usa droga, pode desenvolver a impulsividade, tornando-o agressivo, e dificultando assim a sua relacionar com a sociedade,” alertou.

O nosso entrevistado apela aos pais e encarregados de educação para começarem a conversar com os seus filhos sobre os efeitos das drogas a partir dos 7 anos de idade para diante, porque a criança já começa a perceber o que é bom ou mau, mas o momento em que as pessoas começam a adiar de falar com os seus filhos eles vão aprender de forma errada.

“Vai ser o amigo dele que vai ensinar o que é droga e incentivando a provar, mas se começa a perceber a partir de casa saber os efeitos das drogas, provavelmente pode se precaver das influências dos outros. Se você não diz ao seu filho que existe droga e como resultado, vai descobrir fora provando,” frisou.

Sunde afirmou que os pais devem conhecer bem os seus filhos para que possam notar mudanças ao andar do tempo. “Os pais devem saber se o filho é calmo, irrequieto para perceber a mudança do patrão comportamental, quando uma criança era obediente e começa a desobedecer, responder mal, sair e voltar o tempo que quiser, se começa a não querer ter contacto com as pessoas adultas que vivem cm ele, pode ser sinais de alerta,” realçou a nosso entrevistado.

Para a fonte, a escola também tem a responsabilidade de ser capaz de perceber o desenvolvimento do aluno, os professores devem serem capazes de notar as mudanças comportamentais dos seus educandos e isso deve ser acompanhado por um psicólogo em cada escola, porque o professor pode se distrair.

Todavia, o nosso entrevistado insta a comunidade em geral para que seja vigilante, mesmo que não seja um parente a usar droga, não pode festejar porque o prejuízo é de todos, ninguém deve ser isento de lutar pelo consumo das drogas para os jovens. (Francisco Mário)

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