
Nampula (IKWELI) – Os peregrinos moçambicanos encontram-se desde as primeiras horas desta terça-feira (26) em Arafah, na Arábia Saudita, onde decorre um dos momentos mais importantes da peregrinação anual à cidade sagrada de Makkah, conhecida como Hajj.
Vindos de Mina, os fiéis seguiram em grupos organizados rumo ao Monte Arafah, acompanhando milhões de muçulmanos provenientes de diferentes países do mundo. À chegada, os peregrinos ocuparam os espaços previamente preparados para acolher os participantes desta grande manifestação religiosa islâmica.
O Dia de Arafah é considerado o ponto mais alto da peregrinação, marcado por intensas orações, momentos de reflexão espiritual, pedidos de perdão e súplicas dirigidas a Allah. Durante este período, os crentes dedicam-se totalmente à fé e à busca de aproximação com Deus.
No local, a imagem de milhões de pessoas vestidas de branco simboliza igualdade, humildade e união entre os muçulmanos, independentemente da origem, raça ou condição social. O ambiente vivido em Arafah é descrito como de profunda paz, fraternidade e devoção.
A participação dos peregrinos moçambicanos neste ritual representa também a integração do país na comunidade islâmica mundial, num dos maiores encontros religiosos do planeta.
Entretanto, o Sheikh Abdulmagid António, Delegado Provincial do Conselho Islâmico de Moçambique em Nampula (CISLAMO), sem avançar o número dos peregrinos da província, espera que o evento possa servir como momento de oração para o fim do terrorismo em Cabo Delgado, boatos e doenças que apoquentam a sociedade.
“Não tenho número exacto, mas temos peregrinos que foram. Aqueles que foram espero que possam rezar para estabilidade do nosso país, o fim do terrorismo em Moçambique principalmente em Cabo Delgado, boatos, desinformação e as doenças”.
Sheikh Abdulmagid disse ainda que a oração deve ser no sentido da riqueza não ser um mal para a humanidade, “mas sim o desenvolvimento para o nosso país, que a riqueza não se transforme em uma maldição, mas sim algo muito bom para o país. E rezemos para fim das drogas”. (Malito João)






