
Nampula (IKWELI) – Os produtores da localidade de Nauela, no distrito de Alto Molócuè, na província da Zambézia, denunciam existência de práticas injustas de alguns agentes económicos daquela parcela do país na fixação do preço do milho.
Estes alegam que os preços estabelecidos criam insatisfação e pedem as autoridades competentes para que possam fazer a devida fiscalização.
“Os compradores têm aplicado preços baixos, constituindo uma forma de exploração aos produtores, por isso pedem a quem é de direito para fiscalizar de modo que ninguém possa sair a perder,” denunciou o produtor Filipe António.
A fonte acrescentou que os produtores queriam que o quilo fosse vendido a 14,00Mt (catorze meticais), mas a proposta dos comerciantes é de apenas 8,00Mt (oito meticais). “Nós os produtores estamos a pedir para que os nossos produtos, de forma particular o milho, seja comprado com um preço significativo.”
“Este ano vejo que está pior porque é normal estarem a comprar por 7,00Mt (sete meticais) por o quilograma e subir vai até 10.00Mt (dez meticais) e isso não ajuda. Pelo menos se fosse 14.00Mt ou mais seria um pouco razoável,” denunciou outro produtor identificado por Patrício Afonso.
“A situação não está boa, somos roubados ao vivo, até chegou uma altura em que compravam 5,00Mt (cinco meticais) por quilograma. Mas não temos alternativas, porque também precisamos do dinheiro uma vez que apenas produtos não satisfazem todas as necessidades. Não há intervenção das autoridades para minimizar a situação, por isso pioram aplicarem o preço que acharem conveniente,” acrescentou o senhor Alexandre Ernesto, que pede intervenção das autoridades. (Francisco Mário)




