
Nampula (IKWELI) – Os transportadores semi-colectivos de passageiros, conhecidos por “chapa-100”, na cidade de Nampula, mobilizaram-se na manhã desta segunda-feira (18) para paralisar as suas viaturas, numa tentativa de pressionar as autoridades municipais a adoptarem a tarifa única de 15,00Mt (quinze meticais).
No último reajuste dos preços do “chapa-100” na cidade de Nampula, os operadores privados ficaram a tarifa base de 10,00Mt (dez meticais), com pontos intermédios, podendo facturar até 20,00Mt (vinte meticais) numa rota completa ou logo a seguir ao ponto intermédio. E aos transportes da edilidade local foi fixada a tarifa única de 15,00Mt (quinze meticais).
Segundo apurámos, na paragem dos CFM até próximo da Padaria Sipal, eram visíveis várias viaturas estacionadas, como forma de demonstrar o descontentamento dos transportadores em relação ao sistema de ponto intermédio e a tarifa actualmente praticada.
A paralisação provocou dificuldades de mobilidade para muitos cidadãos, obrigando várias pessoas a percorrer longas distâncias a pé devido a escassez de transporte público na cidade.
No local, era também notória a presença da polícia, que se mantinha em prontidão para garantir a ordem e a segurança públicas, enquanto alguns transportadores continuavam a manifestar-se e a contestar a decisão sobre as tarifas de transporte.
A maioria dos transportadores que paralisaram as actividades é das rotas Polígono/Subestação e Polígono/Waresta.
Faizal Macário, um dos motoristas, explicou que a luta dos transportadores visa a implementação da tarifa única de 15,00Mt.
“Município disse que temos que fazer da Rex para CFM 10,00Mt, mas isso não recompensa nada e não muda nada, e alguns clientes não entendem, sobem da meia via e querem ir para resta, mas negam pagar 20,00Mt, então nós queremos 15,00Mt directamente, por isso que estamos aqui a tentar mostrar a nossa parte que também nós saiamos a perder”, afirmou.
Por sua vez, Gildo Macário questionou a diferença de tratamento entre os transportadores privados e os autocarros municipais. “Não justifica carros de município estão a 15,00Mt taxa única e nós porque temos que fazer esse assunto de ponto intermédio?”, questionou a fonte, apelando às entidades competentes para reverem a decisão.
Entretanto, alguns utentes defendem que a decisão tomada pela Assembleia Municipal deve ser respeitada por todos os intervenientes do sector de transporte público na cidade.
“Município pode aumentar 50,00Mt (cinquenta meticais) esses transportadores vão encurtar a rota, então o município deve tomar medidas severas para aquelas que tentam criar uma greve não pacífica, porque estão a agitar os outros que perceberam o combinado ou a decisão da Assembleia municipal, porque esses chapeiros devem entender que os membros da Assembleia municipal sentaram para tirar essa conclusão, então precisamos respeitar essa decisão”, afirmaram alguns passageiros. (Malito João)





