
Nampula (IKWELI) – A Comunidade Islâmica de Moçambique (CIMO) manifesta profunda preocupação em face aos recentes ataques ocorridos no último dia (30) de Abril, na província de Cabo Delgado, com destaque para a destruição de infraestruturas comunitárias e locais de culto na localidade de Meza, distrito de Ancuabe.
Em comunicado datado de 2 de maio corrente, o CIMO condena de forma firme e inequívoca todos os actos de violência perpetrados contra populações civis, bem como a destruição de espaços religiosos, independentemente da sua filiação confessional.
“Expressamos, neste momento, a nossa solidariedade para com a comunidade católica e todas as famílias afectadas por estes acontecimentos, reiterando que nenhuma fé deve ser utilizada como justificação para a violência, o medo ou a divisão entre os moçambicanos,” lê-se no documento.
O comunicado, sublinha que “os fiéis aos princípios do Islam, que promovem a paz, a justiça e a preservação da vida humana, rejeitamos qualquer tentativa de instrumentalização da religião para fins de violência ou terror.”
Por outro lado, aquela comunidade reafirmamos o compromisso com a convivência
harmoniosa entre religiões, o respeito pela dignidade humana e a construção de uma
sociedade assente na paz e no entendimento mútuo.
Também, a CIMO apela à união de todos os moçambicanos, líderes religiosos e instituições, no sentido de fortalecer mensagens de tolerância, coesão social e responsabilidade colectiva.
“Num momento em que o medo procura dividir, importa reafirmar que a fé, em qualquer das suas expressões, deve ser sempre um ponto de encontro e nunca de destruição,” concluiu a nota, cujo conteúdo estivemos a citar. (Nelsa Momade)