
Pemba (IKWELI) – O congelamento de actos administrativos, destacadamente a progressão na carreira, preocupa sobremaneira professores da província de Cabo Delgado, a norte de Moçambique, os quais sentem-se desmotivados para o exercício de suas actividades.
Na segunda-feira (27), Uahiti Azito, secretário Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) em Cabo Delgado, falou ao Ikweli sobre a situação, tendo afirmado que lhes têm justificado que “existem algumas incongruências no âmbito da implementação da Tabela Salarial Única [TSU], então primeiro devem corrigir essas irregularidades e depois é que vão retornar os actos administrativos.”
Entretanto, esta explicação não convence a classe dos professores porque, no entender do secretário provincial, “é uma resposta política porque a Tabela Salarial Única foi implementada em 2022 e está a ser arrastada até hoje 2026, o que não faz sentido. Então, esta questão da morosidade dos actos administrativos é justificada pela questão da TSU.”
Segundo o nosso entrevistado, a problemática dos actos administrativos deve-se a falta de vontade política, porque se não fosse o caso, alguns teriam sido atendidos.
Azito anotou igualmente que a classe sofre também transferências sem devida justificação. (Francisco Mário)