Washington (IKWELI) – A guerra civil no Sudão, que se alastra desde 2023, já fez mais de 150 mil mortos, segundo um comunicado do Departamento de Estado americano.
“No dia 15 de Abril, completaram-se três anos desde o início da devastadora guerra civil no Sudão, entre as Forças Armadas Sudanesas (FAS) e as Forças de Apoio Rápido (FAR). A Administração Trump impôs sanções a cinco indivíduos e entidades responsáveis por fomentar este conflito, que criou a pior crise humanitária do mundo. Desde Abril de 2023, mais de 150 mil pessoas foram mortas, mais de 14 milhões foram deslocadas e a fome persiste nas zonas afectadas pelo conflito. Esta guerra destabiliza ainda mais uma região que já é frágil, criando oportunidades para grupos terroristas que ameaçam os interesses dos Estados Unidos e a segurança regional,” relata o governo norte-americano em comunicado enviado ao Ikweli.
Na mesma nota, lê-se que “a Administração Trump mantém o seu compromisso com uma paz duradoura no Sudão, como se pode comprovar pelo fornecimento de 20 milhões de dólares em assistência alimentar de emergência em Março e pelos 200 milhões de dólares recentemente contribuídos durante o Apelo à Acção do Fundo Humanitário para o Sudão, organizado pelos Estados Unidos em Fevereiro. Os Estados Unidos apelam tanto às Forças Armadas do Sudão (FAS) como às Forças de Apoio Rápido (FAR) que aceitem uma trégua humanitária imediata de três meses, sem pré-condições. Esta trégua permitiria que a ajuda humanitária essencial chegasse a quem dela necessitasse, protegeria os civis e criaria espaço para negociações que visassem um cessar-fogo permanente. Os Estados Unidos continuarão a intensificar as acções contra aqueles que alimentam o conflito no Sudão.”
Igualmente, “os Estados Unidos instam todos os intervenientes externos a cessarem o apoio financeiro e militar às partes em conflito. A estabilidade regional depende do fim deste conflito. A comunidade internacional deve unir-se para apoiar a restauração da governação civil num Sudão pacífico e unificado.” (Aunício da Silva)





