Pemba (IKWELI) – Um total de 632 trabalhadores que há 6 anos colaboravam com a Fundação Ariel Glaiser, uma organização não-governamental, com projetos na província de Cabo Delgado, reivindicam o pagamento de salários após uma suposta suspensão das suas actividades, sem clareza das razões reais.
Noémia José, trabalhadora daquela instituição, conta que a suspensão aconteceu há um mês, mas não foram observados os direitos dos trabalhadores. “Nós estamos aqui porque fomos suspensos há um mês, depois fomos chamados para assinar a rescisão do contrato, só que alguns colaboradores não assinaram, porque alguns contratos diziam que nós não tínhamos direito a salário e indeminização, assim queremos saber, estamos aqui a trabalhar há seis anos, como é que não vamos ter esses direitos, sendo que a carta de indeminização dizia que íamos trabalhar até 10 de Maio, e estamos desde Março e Abril sem nenhum pagamento?” questionou a fonte.
“Eles dizem que não vão nos pagar por causa do contrato que nós assinamos, então não beneficiava em nada, sendo que até mesmo a suspensão não foi avisada, apenas nos chamaram para o centro de saúde e nos disseram para ir sentar em casa,” relatou com grande preocupação aquela fonte.
Outro trabalhador ainda reforçou que não há careza sobre o futuro. “Nós estamos aqui que é para poder reivindicar os nossos direitos, podemos assinar o contrato, num tempo que estávamos em extinção, sem entender os porquês, ontem fui a empresa para entender o que está a acontecer, os recursos humanos disse que a princípio teríamos o salário só de um mês, mas quando alguns colegas voltaram a ligar a ele, disse que não tínhamos direito a salário,” explicou a fonte,
No entanto, as principais exigências dos colaboradores é o pagamento salarial em atraso, indeminização, férias não gozadas e compensações por ausência de aviso prévio, alegando ser difícil descartar, devido ao longo tempo que prestaram serviços naquela organização não-governamental. (Virgínia Emília)
