Nampula (IKWELI) – O delegado do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) em Nampula, Assane Juma, disse, na manhã de quarta-feira (25), que a deficiente canalização do subsídio social básico deve-se a incapacidade financeira do Estado, uma vez que a iniciativa depende totalmente do orçamento do Estado.
“A reclamação de que as pessoas com deficiência não estão a receber o subsídio, é mesmo por falta de capacidade financeira do Estado, porque nós estamos a enfrentar problemas financeiros, e dependemos do Orçamento do Estado, então desde o ano passado estamos a ter dificuldades de pagamentos,” justificou aquele responsável
O pronunciamento surge após o delegado do Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), Periha Amade, ter referido que um total de 6 mil pessoas com diferentes tipos de deficiência e vulnerabilidades passam por diversas dificuldades devido a não canalização dos subsídios sociais há 3 anos.
“Ainda é um desafio em termos de subsídio para pessoas com deficiência, estamos nessa situação há dois anos, temos dados reais, pelos de gritos de socorro de algumas pessoas com deficiência ao nível dos distritos.”
Face a situação, o delegado do FAMOD chamou atenção aos membros da associação para a necessidade de arranjar outras formas de sustento, tais como a agricultura e o comércio.
Juma Assane, delegado do INAS na província de Nampula, revelou que o Estado não tem parceiros de cooperação que contribuam para assistência aquele grupo social vulnerável.
Refira-se que o subsídio social básico está inserido na Estratégia Nacional de Segurança Social Básica 2016-2024, cujo objetivo era a redução da incidência da pobreza de consumo, de 6 a 8%, e da desigualdade, de 4 a 6%, prevendo-se que cada beneficiário dependendo do escalão receba mensalmente um valor que varia entre 540,00Mt (quinhentos e quarenta meticais) a 1.000,00Mt (mil meticais). (Virgínia Emília)
