Casas nas bermas do rio Napipine em risco de desabar

Nampula (IKWELI) – Parte considerável das casas construídas à beira do rio Napipine, na cidade de Nampula, encontra-se em perigo iminente devido à erosão provocada pelas chuvas que têm caído naquela zona suburbana.Segundo apurou o Ikweli, mesmo perante esta situação de risco, a população continua a resistir à mudança, alegando não possuir meios ou alternativas para garantir a sua sobrevivência noutro local.Suraya Magalhães, residente no local, reconhece que vive numa situação complexa, mas afirma que não tem outra opção para melhorar as suas condições de vida.Nós aqui passamos muito mal, até que como estás a ver a minha casa está em risco, mas não temos nada a fazer, o problema não temos outro sítio para viver, aqui quando chove o nosso coração fica muito mal, com medo da casa se partir a noite, então por isso que estamos ainda a viver aqui perto do rio, mas se o município tiver piedade, e nos oferecer terrenos noutras zonas, vamos mudar, mas por enquanto estamos aqui porque não temos alternativa.”Por sua vez, Silvano Maurício entende que, caso as chuvas continuem com alguma intensidade, os moradores que vivem nas margens do rio Napipine poderão perder as suas casas.A terra está a desabar aos poucos e um dos motivos também é extração de areia de construção que é um grande motivo para essa situação se agravar, acho que essa população precisa de sensibilização, porque se uma boa parte das pessoas continuarem a viver perto desse rio podem acontecer incidentes, por isso que pedimos qualquer ajuda, quando chove na verdade sofremos muito.Outra residente, Serafina Raúl, conta que sempre que chega a época chuvosa o desespero toma conta das famílias que vivem naquele bairro, devido à força das águas que frequentemente causam estragos.Nós sempre que chove mudámos desse nosso bairro, porque todas casas têm se destruído, e às vezes somos acolhidos nas escolas, por isso que desta vez antes de chegar esse tempo de fortes chuvas o bom seria sermos ajudados, porque quando chove passamos mal.” (Malito João)

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