Nampula (IKWELI) – A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), na região norte de Moçambique, promete fiscalizar o dinheiro destinado para o Apoio Directo às Escolas (ADE) por entender que o valor alocado não é usado para o verdadeiro objectivo e é desviado para fins particulares, deixando escolas sem condições.
O ADE é um valor alocado às escolas, com o objectivo de melhorar as condições de ensino e aprendizagem, através da aquisição de materiais e serviços diversos.
Entretanto, este valor de acordo com o coordenador da ANAPRO, Arnaut Naharipo, é desviado porque tem-se constatado irregularidades. “Percebemos que há uma divisão naquele valor alocado para às escolas, é repartido por três vezes, uma parte ínfima vai para a escola, partido e a Direcção Distrital de educação. Então, queremos começar a acompanhar e trazermos as reais provas dessa realidade. Assim que as escolas começarem a receber o valor do ADE, vamos começar a pedir os relatórios, as actas das coisas que a escola já comprou e calcularmos se o material comprado vai de acordo com aquilo que a escola recebeu,” disse Naharipo num encontro com os coordenadores distritais da ANAPRO.
A fonte ainda frisou que a associação pretende dar algumas sugestões do que é preciso melhorar na escola, visto que não há honestidade no uso do valor. “Lamentavelmente, tem escolas que recebem 7.000,00Mt (sete mil meticais) e o mesmo tira 10% para mandar no distrito,” disse.
Num outro desenvolvimento, o nosso entrevistado referiu que para o ano de 2026, a ANAPRO vai seguir o processo do ensino desde o seu início. “Queremos fazer um trabalho de pesquisa como organização e não como professores e no final apresentarmos os resultados, porque sabemos que os três turnos não vão trazer resultados positivos, para amanhã o Ministério da Educação não lançar culpa ao professor pelo mau resultado,” afirmou Naharipo. Todavia, de acordo com o coordenador, no ano de 2025, a ANAPRO enfrentou grandes desafios a nível dos distritos em relação a rejeição por parte dos gestores distritais da educação que olham a associação como uma ameaça. (Francisco Mário)
