
Nampula (IKWELI) – O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em Nampula, revela que desde o início da presente época chuvosa estão afectadas 14.180 pessoas, correspondentes a 2.817 famílias tendo sido registados de 37 óbitos e 5 feridos.
Segundo Anacleta Botão, delegada provincial do INGD em Nampula, no período em destaque, várias infra-estruturas habitacionais foram afectadas total e parcialmente. “Temos 1.129 casas parcialmente destruídas, 441 habitações totalmente destruídas e 1.264 casas inundadas, incluindo quatro casas de culto”, explicou.
No sector de infraestruturas públicas, por exemplo na educação, Anacleta Botão disse que as chuvas afectaram 67 escolas, com 229 salas de aula comprometidas, prejudicando 28.145 alunos e 299 professores.
Na área agrícola, a delegada afirmou que os prejuízos também foram significativos, com 1.441 hectares de culturas destruídas, além de 10 postes de energia danificados, cortes em várias estradas e registo de morte de alguns animais.
Entretanto, avançou que dos 37 óbitos registados, 23 estão associados à cólera, facto que preocupa as autoridades. “Queríamos destacar que os óbitos que temos registado, de Dezembro até então, são maioritariamente causados por descargas atmosféricas. Por cada aviso que nós damos, temos em média um óbito por descarga eléctrica”, lamentou.
Estradas danificadas e algumas sem intervenção
Anacleta Botão sublinhou, igualmente, que a situação das estradas na província continua preocupante, com vários troços condicionados ou interrompidos.
Entre os casos mencionados, destaca-se a estrada Nametil–Angoche, que sofreu danos em Mogovolas, tendo havido intervenção imediata. Já em Nacala-à-Velha e Memba, também, foram registados danos, estando as reparações em curso.
No entanto, alguns troços continuam sem qualquer intervenção, como é o caso da estrada N-324 (Larde), que permanece bastante danificada. A via Ribáuè–Lalaua está condicionada, sendo usada uma alternativa. “A estrada Muecate–Imala encontra-se actualmente interrompida, sem intervenção, enquanto o troço Mecubúri–Muite está em processo de reparação.” (Malito João)





