Comércio informal “persegue” as ruas de Nampula

Nampula (IKWELI) – O comércio informal praticado é um problema que, além de ter “barbas brancas”, parece estar longe de ser resolvido nas ruas e avenidas da cidade de Nampula, uma vez que os comerciantes justificam que é naquele lugar onde obtêm maior facilidade de ter clientes. 

Os munícipes, por sua vez, dizem que a edilidade nada está a fazer para resolver o problema que já “engoliu” a rua 3 de fevereiro, avenida Paulo Samuel Kankhomba, entre outras. 

Saíde Amade, comerciantes na rua 3 de Fevereiro, contou ao Ikweli que apesar dos riscos, naquele local o comércio tem sido mais valioso. “Aqui o comércio flui e tem sido valioso para muitos comerciantes, ter que deixar o espaço e procurar outro é difícil, porque dependemos da mesma atividade para garantir uma vida minimamente estável, por isso, temos feito pagamento das taxas para o município diariamente no valor de 10,00Mt (dez meticais), o desejo é estar em uma loja própria de forma legal,” explicou o comerciante.”

Há sensivelmente 2 anos a praticar o comércio, Martinho José, jovem de aparentemente 25 anos de idade, justifica que a procura de clientes tem sido a principal razão da persistência do comércio na rua 3 de fevereiro em Nampula.

“Dependemos dos clientes para sobreviver, as ruas tem sido um local fácil de venda e apesar da existência dos mercados que não estão em uso actualmente, o nosso patrão é o cliente, dai que deixar as ruas para ir a um mercado pode vir ser complicado para muitos comerciantes,” disse.

“O município tem conhecimento da actividade informal e proíbe a venda nos passeios, mesmo assim continuamos porque estamos à procura de pão para deixar a mesa, por outro lado o que nos faz permanecer é que pagamos as receitas exigidas pelo município,” assegurou outro comerciante. 

Enquanto isso, os clientes apesar da facilidade que têm de comprar os produtos nas ruas, ressentem-se da ocorrência de acidentes de viação que coloca em risco as vidas humanas.

Ikweli contactou o conselho municipal de Nampula através do pelouro de mercados e feiras, que garantiu pronunciar-se sobre a persistência da atividade comercial informal nos principais passeios da cidade de Nampula. (Nelsa Momade)

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