População de Quinga denuncia violência policial

Nampula (IKWELI) – A população do posto administrativo de Quinga, no distrito de Liupo, mostra-se agastada com a onda de violência perpetrada por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), que, segundo contam, ao invés de manter a ordem e tranquilidade públicas, tem estado a semear terror.

Uma fonte local que preferiu falar em anonimato, contou que “desde o dia 24 de Julho de 2025, no posto administrativo de Quinga, acordamos muito agitados devido ao trabalho que foi feito pela Polícia da República de Moçambique, na noite de dia 23, houve uma patrulha que culminou com a recolha de 4 jovens que são considerados agitadores de outros jovens no posto, desde aquela hora que iniciou aquele trabalho da PRM, ninguém dormiu nas suas residências, abandonaram as suas camas e cada um procurou o sítio seguro, pois esses jovens são aqueles que escaparam na recolha da primeira vez e por ver que a situação está calma voltaram para suas casas.”

A fonte acrescentou, igualmente, que os envolvidos encontram-se no momento nas mãos da polícia. “Todos esses quatro que foram recolhidos já estão nas mãos da polícia e foram levados para o comando distrital da PRM de Liupo, depois de dois dias numa noite eles chegaram no posto policial e hospital de Quinga recolheram cadeiras para onde eles fazem as suas concentrações criando agitação, a população que está contra aquele comportamento culpa a polícia que não está a trabalhar para manter a ordem e tranquilidade públicas.”

Após a situação, familiares dirigiram-se a esquadra na tentativa de ver os jovens detidos, mas foram ditos “para irem ao comando distrital de Liupo, porque a responsabilidade já não estava com o posto policial.”

Importa referir que desde o mês de janeiro do ano em curso, no distrito de Liupo, foram recolhidos mais de 20 jovens indiciados de incentivar a violência, no decurso das manifestações pós-eleitorais de 2024.

A nossa equipa de reportagem contactou telefonicamente o chefe das operações

do Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) de Liupo, com vista a obter mais informações sobre o assunto, e este mostrou-se indisponível para falar na altura, mas prometeu pronunciar-se oportunamente. (Virgínia Emília)

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