INGD vai construir centro de saúde para deslocados internos em Corrane

Nampula (IKWELI) – O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) garantiu que os deslocados internos, vítimas de terrorismo de Cabo Delgado, reassentados no posto administrativo de Corrane, distrito de Meconta, província de Nampula, terão um centro de saúde de raiz dentro de três meses. 

A garantia foi dada nesta quarta-feira (11) pela delegada do INGD, Anacleta Botão, quando questionada pela imprensa sobre a reconstrução das infraestruturas destruídas aquando da passagem do vendaval que assolou aquele centro de reassentamento em Novembro de 2024.

Na altura, mais de 170 casas ficaram destruídas, incluindo a única tenda que servia de unidade sanitária para os deslocados. 

“O centro de saúde é um projeto que está em curso e em pouco tempo vamos ter o centro dentro do bairro de reassentamento construído de raiz. É um projeto que aguardávamos os fundos e as obras já estão a decorrer. Posso avançar que em três meses já teremos resultados visíveis”. 

Sucede que, por conta da destruição, os deslocados são ainda obrigados a percorrer quatro quilómetros para ter assistência médica na sede do posto administrativo e o problema agrava-se quando as crianças adoecem de noite, tal como avançou ao Ikweli, o secretário do bairro, Fernando Árabe. 

“Tínhamos uma tenda bem no meio do centro que nos ajudava, mas desde que veio aquele vendaval que destruiu quase tudo ficamos assim, sem o posto, estamos a passar muito mal com as nossas crianças, sempre que alguém cai doente temos que fazer uma ginástica a pé para a vila ou então alugar um táxi mota e sem dinheiro não é fácil”.

Por outro lado, Botão explicou que os deslocados não estão mais na fase de necessitados devido ao tempo que se encontram no bairro de reassentamento, por isso por conta própria devem se reerguer e reconstruir suas casas. 

“As famílias já estão capacitadas e elas por si só já podem fazer a correção dos problemas que existiram com recurso a material local porque eles já não estão na condição de necessitados, porque eles beneficiaram de apoio no período estabelecido e agora o governo está concentrado a dotar as famílias de meios para seguirem com as suas próprias vidas”. 

Enquanto isso, segundo dados actualizados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), cerca de 701 mil pessoas já voltaram às suas comunidades. Ao mesmo tempo, o número de deslocados internos baixou para 609 mil, o que representa uma redução de 18% face ao período anterior, em Junho de 2024. (Ângela da Fonseca)

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