Nampula: Idoso tira sua própria vida por causa de divórcio

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Nampula (IKWELI) – Um idoso, de cerca de 60 anos de idade, tirou a sua própria vida, na última segunda-feira (13), com recurso a um raticida, popularmente conhecido por ratex, no quarteirão 12 da unidade comunal Piloto, no bairro de Mutauanha, nos arredores da cidade de Nampula.

Em vida, o malogrado era agente de segurança em exercício numa empresa privada deste ramo de serviço, e estava afecto a um posto no mercado grossista do Waresta.

Segundo apurou o Ikweli, o idoso tirou a sua própria vida pelo facto de a esposa o ter deixado, não aceitando o divórcio enveredou por esta prática.

Não é só o divórcio que precipitou a morte do indivíduo, como também a falta de atenção protagonizada pela sua segunda esposa que vive no bairro de Carrupeia.

Os parentes do malogrado, entrevistados pela nossa equipa de reportagem, alegam que a razão de a sua esposa solicitar o divórcio é a violência doméstica, pois ele “a violentava sempre bebesse”, como também, “não fazia rancho na sua casa”.

O mesmo dado é confirmado pela esposa do finado que diz que já tinham se divorciado, por isso os documentos para viabilizar a situação já foram submetidos as autoridades comunitárias locais.

“Ele não queria saber de nada aqui em casa, vida dele era beber, quando chegasse sempre tinha que me bater, mesmo sabendo que sou idosa. Levei os problemas para o secretário do bairro de Mutauanha, para ver se ele poderia diminuir, fez o juramento que não voltaria a me bater e nem beber, mas depois de duas semanas voltou a fazer o mesmo. Voltei para o Secretário para levar o documento de notificação, levei para as autoridades governamentais, no sentido de assinar o pedido de divórcio, porque já não estava a aguentar”, conta a viúva que não se assume como tal, pois defende que já era divorciada do finado.

Não satisfeito, segundo esta interlocutora, o finado foi ameaçando a família, sobretudo aos filhos, que iria tirar a própria vida, o que sucedeu.

Laurinda Estêvão, a filha mais velha do casal, agora com 40 anos de idade, afirma que sempre assistiu o pai a violentar a sua mãe e que já o denunciaram por várias vezes, mas nada aconteceu.

“Eu tinha conhecimento de que o meu pai estava há uma semana a andar com ratex no bolso da sua calça. Eu perguntei os motivos daquele veneno no bolso dele, me respondia que era: única solução, visto que a sua mãe quer divórcio, meus familiares não me querem então prefiro me matar”, conta a filha, que avança que dias depois ele “passou da minha casa a pedir para lavarem a roupa dele, alegando que amanhã não estaria aqui connosco. Tirou 20,00Mt (vinte meticais), deu a minha irmã mais nova, saímos com ele até na casa da minha mãe, ele entrou dentro, despediu-se dos meus filhos e outras crianças que estavam aqui, dali não saímos mais para fora, apenas pediu bebida, então hoje de manhã, por volta das 4 horas, descobrimos que o ratex que tinha levado, tinha colocado no vinho que pedia. Meu filho entra no quarto dele, encontra enquanto já tinha secado, como não dormia no mesmo quarto com minha mãe”.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, diz ter conhecimento deste caso e, segundo a sua porta-voz, Rosa Chaúque, “a polícia fez-se prontamente ao local”. (Virgínia Emília)

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