Home ACTUALIDADE Nampula: Venâncio não “agrada” ex-guerrilheiros da Renamo

Nampula: Venâncio não “agrada” ex-guerrilheiros da Renamo

0
285

Nampula (IKWELI) – Os ex-guerrilheiros da Renamo na província de Nampula decidiram pronunciar-se sobre a trama disputa pela liderança da perdiz, tendo, em conferencia de imprensa, referido que repudiam a posição de Venâncio Mondlane que, a todo o custo, tem procurado, supostamente, mecanismos para que se cumpram os estatutos desta formação política.

Segundo disseram, os esforços de Mondlane são, no entanto, para descredibilizar o líder da Renamo, Ossufo Momade, com intenções de arrancar o trono para candidatar-se a presidência da República.

O major Oliveira Mário Uarica, chefe provincial dos Assuntos Sociais dos Desmobilizados da Renamo em Nampula, disse que a perdiz não precisa e não quer ouvir falar de Venâncio Mondlane, por entender que ele e o seu grupo tem uma conduta duvidosa, que não está de acordo com os princípios do seu partido.

“Nós não aceitamos que alguém venha no partido para nos distrair com interesses pessoais, por isso que nós combatentes da luta pela democracia em Nampula e pelo país todo repudiamos veementemente as intenções obscuras de Venâncio Mondlane, Elias Dhlakama, Manuel Bissopo e Timosse Maquinze, consequentemente reprovamos a manifestação desses a candidatura a presidente do partido Renamo. Nós ex-guerrilheiros da luta da Renamo sabemos que o Venâncio Mondlane tudo faz para desencorajar a população”, disse Oliveira Uarica.

Esta fonte atacou ainda ao Venâncio, avisando que “senhor Venâncio, na Renamo não tem espaço, e não é desta vez que vais ocupar a presidência do partido, na nossa linhagem política não vamos permitir candidatura do Venâncio Mondlane e seu grupo, por esses apresentarem comportamento negativo e desrespeito do órgão máximo do partido Renamo”.

“Nós militares estamos do lado de Ossufo Momade, ele é que é o presidente do nosso partido Renamo, o que nos motiva desde no princípio é de que ele esteve connosco nas matas e vamos continuar a amar e apoiar a ele”, concluiu o major Oliveira. (Malito João)