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Mais de 70% de comerciantes abandonam mercado do Pinto

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Nampula (IKWELI) – Perto de 70% dos 200 comerciantes que ocupavam o mercado do Pinto, na zona da Faina, nos arredores da cidade de Nampula, decidiram abandonar o espaço e “aglomerarem-se” no mercado grossista do Waresta, alegadamente por escassez de clientes.

É outra justificação dos comerciantes, o surgimento de novas infra-estruturas comerciantes em volta do mercado, facto que concorre para que o acesso ao mesmo não seja dos melhores, como também não é possível a entrada de viaturas no recinto.

“Na verdade, estamos mal nesse mercado, as pessoas fugiram para se entulhar no mercado grossista do Waresta, porque aqui não tem espaço, há muitas construções desorganizadas ao redor, até residências, isso impede e tira a postura do mercado, por isso mesmo esse mercado já está morrendo aos poucos, porque mesmo os clientes de motorizadas quando chegam para fazer as suas compras não conseguem ter acesso ao interior do mercado, porque tudo está apertado”, comenta o vendedor Máquina Araibo.

Javier Martins, outro vendedor entrevistado pelo Ikweli anota que “a falta de movimento aqui no mercado é devido ao fecho das entradas e as pessoas acabam não percebendo que aqui dentro existe um mercado, visto que aqueles que chegam já conhecem de que lá dentro tem um mercado, e essas pessoas devem vir a pé, porque se tentar vir de um meio circulante não terá acesso, pois não tem espaço para estacionamento. Um mercado grande como este não ter um lugar para estacionamento é complicado, até mesmo para passar lá para dentro não é fácil porque o caminho que dá acesso ao interior do mercado foi bloqueado”.

Esta fonte disse que o mercado tende a transformar-se numa em ruína, uma posição que é corroborada pela vendedeira Lídia Mário, que comenta que “havia  muitos vendedores aqui, mas agora já saíram. Como estás a ver aí, as pessoas deixaram até as caixas onde guardavam galinhas para venda, foram tentar a vida nos outros centros comerciais”.

“A pessoa que se faz ser chefe deste mercado estragou muito. Este mercado era um mercado mãe, mas hoje estamos a ver pessoas a construírem prédios e outras coisas que não fazerem parte do mercado nas entradas deste mercado. Já estão a fechar o mercado, não tem espaço para as pessoas fazerem as suas actividades, os chefes do mercado venderam muitos espaços, e se aproveitaram muito disso, por isso que o mercado está como está e não desenvolve, e o mesmo chefe vendeu e desapareceu já está lá no mercado grossista do Waresta”, disse o vendedor Victor Manuel.

Na cidade de Nampula tem sido recorrente vendedores abandonarem mercados formais e constituir novos espaços de comércio, entre informais, incluindo ruas e passeios. (Malito João)