Intolerância política sacrifica tranquilidade da Ilha de Moçambique

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Nampula (IKWELI) – A Ilha de Moçambique, praticamente, perdeu uma das suas mais nobres características desde a última sexta-feira (15), por conta de um violento vídeo amador posto a circular nas redes o sociais, cujos protagonistas são intrusos ao ambiente da primeira capital de Moçambique.

Uma terra hospitaleira, onde os residentes nunca deixaram que as diferenças político-partidárias se sobrepusessem a questões de boa convivência e familiaridade, tanto é que qualquer visitante se torna família.

Um grupo de arruaceiros, provavelmente, constituído por 3 a 4 elementos, capturou o então vice-presidente da Assembleia Autárquica da cidade da Ilha de Moçambique, pelo partido Renamo, Issufo Mussa Mutano, e torturam-no, sob alegação de que está a defender as ideias de Venâncio Mondlane que pretende chegar a presidência da Renamo.

Segundo sabe o Ikweli, Mutano é um irreversível membro da perdiz, tanto é que sempre investiu do seu próprio bolso para os programas e actividades do partido, sem, no entanto, pedir algo em troca.

Agora, com mais de 60 anos de idade, vê-se surpreso quando é raptado por alegados mandatários de Ossufo Momade, por sinal seu conterrâneo, que o torturam e o obrigam a aceitar determinadas práticas.

Apavorado, tal como se pode ver no vídeo, Mutano nega qualquer ligação com o grupo que realiza reuniões para tirar Ossufo Momade da presidência da Renamo.

“Na sua casa faz-se reunião e nós temos conhecimento. Você pode querer fazer mecanismos de se autodefender-se”, afirmam os torturados da vítima, a qual respondeu que “ontem atarde (quinta-feira, 14 de março) é que passaram pessoas, 3 a 4 pessoas que estavam a fugir chuva. Sentaram e mais nada. Eu sempre fico lá na zona continental, através das obras da assembleia [autárquica]”.

Sem muitas chances de se defender, a vítima era interrompida sob ameaças de integridade. “Senhor, você sabe que nós estamos a sofrer muito bem por causa de você?”, pergunta um dos violentos homens, e Mutano ainda procura se defender, mas já cansado, que “não faço nenhuma reunião na minha casa” e é lhe interrompido com a afirmação de que “o senhor faz, o senhor faz”.

Cansada e desesperada, a vítima explica aos seus violadores que as pessoas andam a ser instrumentalizadas quanto a sua pessoa, e refrescou a mente deles que o seu cometimento com a Renamo não é de menos e nem de agora, tanto é que “eu tenho casa na Chocas [mar] que faço delegação da Renamo”. Ainda assim, foi exigido para que “esses programas você não vai fazer mais”.

O Ikweli apurou, junto de familiares da vítima, que esta violência foi já denunciada as autoridades judiciais na Ilha de Moçambique, estando em curso um processo crime para que os visados sejam responsabilizados.(Aunício da Silva)

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