Nampula: Negócios de óculos escuros anda “super” rentável

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Nampula (IKWELI) – O surto da conjuntivite hemorrágica que começou na cidade de Nampula, no norte de Moçambique, está a trazer vantagens para alguns comerciantes locais.

As pessoas afectadas, para garantirem a continuidade das suas vidas, recorrem aos óculos de escuros e/ou de sol, ainda que o façam sem recomendação de especialistas.

As vendas nos principais estabelecimentos comerciais, assim como na via pública, aumentaram vertiginosamente.

Os vendedores dizem-se felizes, ainda que reconheçam que tal é movido por uma doença.

“Eu vinha comprar óculos escuros, porque meu marido foi afectado, então vim comprar para todos na minha casa, para eles passarem a se prevenir antes de serem afectadas por esta doença, uma vez que tenho crianças em casa que não sabem se controlar, então acho que com os óculos pode resultar alguma coisa na parte de prevenção e protecção para elas”, disse a senhora Fáusia Mária, a quem a interpelamos quando comprava óculos na rua.

Com dores, por conta da conjuntivite hemorrágica, a senhora Marlene Tique, disse que “vim comprar óculos escuros para toda a minha família em casa, mas não está me sendo fácil superar as dores devido ao raio solar, então acho melhor comprar óculos só para ver se pode reduzir a dor nos olhos, por exemplo na minha casa meus dois filhos e minha mãe foram afectados por esta doença, assim comprei só três para as pessoas que estão com este problema, se eu tiver mais dinheiro vou comprar para os que ainda não têm, só para se prevenir”.

“Assim estou mal, todo esse olho inflamou, é pena que pensei tarde já teria comprado óculos, mas vim comprar só para proteger os meus olhos do raio solar quando estiver a sair de casa”, disse Muhammad Ramadane, também, infectado pela conjuntivite hemorrágica.

Taibo Salimo, proprietário de um posto de venda de óculos, no mercado central de Nampula, explicou que a situação faz com que receba muitos clientes na sua loja.

“Aqui na minha loja consigo atender cerca de 100 clientes, mas corro risco de contaminar-me com a doença, porque tenho que receber pessoas afectadas e outras não, mas também tenho vantagem porque agora consigo vender muito em relação aos tempos anteriores”, concluiu esta fonte. (Virgínia Emília)

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