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Vahanle garante que vai entregar pacificamente o município, mas pede para que não seja “caçado” pela justiça

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Nampula (IKWELI) – Paulo Vahanle, autarca da cidade de Nampula até a manha desta quarta-feira (7), garante que o processo de transmissão do poder na edilidade será pacífico, mas pede para que não seja perseguido pela justiça após o seu mandato.

No fim da tarde desta terça-feira (6), Vahanle convocou a imprensa para a residência protocolar, onde passa a última noite com segurança de praxe, a fim de comunicar que decidiu, como também por orientação da liderança do seu partido, a Renamo, entregar o município.

“Neste momento pedimos aos órgãos da justiça que deixem a nós em paz, não vão atrás das fofocas, porque durante nosso mandato fomos chamados a justiça para responder esta e outra questão. Nós, como cidade de Nampula, fizemos de tudo para mostrar o nosso trabalho e por isso que tivemos muitas realizações”, disse o autarca.

Ainda que tenha decidido por passar o poder a Luís Giquira e a Frelimo, Vahanle ainda entende que está o fazendo forçado, porque a vontade eleitoral popular foi pontapeada.

Na mesma ocasião, o professor Paulo Vahanle recordou-se do que desenvolveu enquanto edil. “Eram três ou mais ruas que tínhamos, por semana, para colocar pavê, então aquela inquietação do adversário marcou-nos bastante, que nós como conselho municipal estávamos a conseguir gerir melhor os fundos e estavam a ser aplicados de acordo com a vontade dos munícipes, isso preocupava o nosso adversário”, por isso “ao arrancar, ficaram com receio que a cidade de Nampula, mais um mandato, teria outro visual”.

Por outro lado, a fonte disse que deixa o executivo da edilidade sem dívidas para o seu sucessor.  “A cidade de Nampula e a governação de Vahanle não deixa dívida assim como tal, somente deixa actividades que devem dar continuidade que é o caso da estrada de Marrere, tendo em conta aquele que ganhou a obra temos algumas facturas por pagar”.

No fim da sua locução, Vahanle disse que deixa tudo preparado para Giquira dar-se bem, tanto quanto que “ele vem gozar”, porque vai encontrar tudo feito. (Malito João)