Niassa registou mais de 600 mil casos de malária em 2023

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Lichinga (IKWLEI) – A província do Niassa, no norte de Moçambique, registou 670.251 casos de malária contra 581.751 de 2022, o que significa que houve um aumento de 88.500 doentes, o equivalente a 15%.

Os distritos de Lichinga, Cuamba, Chimbunila e Mecanhelas são os que mais casos registaram.

O médico-chefe provincial no Niassa, Narciso Rondinho, fez saber que apesar do elevado número de casos, a província registou uma redução na taxa de mortalidade por malária, em cerca de 29.06%, tendo avançado que, em 2022 houve o registo de 161 óbitos, contra 113 do ano 2023, o que corresponde a uma redução de 48.

“Esta redução de óbitos verifica-se em quase todas as unidades sanitárias da província, felizmente ao nível dos centros de saúde os casos que tem entrado não têm sido graves e felizmente temos conseguido salvar a todos”, afirmou.

Por outro lado, no que concerne ao aumento de casos da malária, o dirigente destacou estarem ligados a aspectos multifactoriais, o mesmo justifica que, mesmo com a distribuição das redes mosquiteiras, as pessoas continuam susceptíveis a picada do mosquito.

“Nós sabemos que o mosquito não pica só na hora em que o indivíduo vai a cama para dormir. Temos situações de que mesmo em grandes cidades, assim como na zona rural, onde as pessoas depois do jantar ficam sentadas no sofá ou na cadeira a assistir televisão até 20, 23 ou 0horas. Para dizer que, nesta altura em que o indivíduo está desprovido de rede mosquiteira ele pode ser picado e quando isso acontece obviamente que este indivíduo, passados cinco dias, pode desenvolver a malária, sobretudo a clínica”, disse.

Contudo, o médico-chefe provincial garante haver disponibilidade de medicamentos, assim como material cirúrgico para atender a demanda de casos de malária.

“Reforçamos apoios técnicos para que os colegas que estiverem lá possam perceber os sinais e sintomas da malária diagnosticar rapidamente e fazer o tratamento atempado dos casos”, referiu.

Na ocasião, Narciso Rondinho afirmou que as cerca de 340 camas existentes nas enfermarias do Hospital Provincial de Lichinga (HPL) dispõem de redes mosquiteiras, para proteger os pacientes.

“Só nos finais do ano 2022, nós conseguimos reforçar para o hospital provincial, cerca de cinco fardos que contém um total 300 redes mosquiteiras”, anotou.

Entretanto, sobre as queixas vindas de pacientes internados no HPL indicando o não uso das redes pelo facto de as mesmas não serem higienizadas em tempo útil, Rondinho desmentiu tendo respondido que “as redes mosquiteiras estão lá e limpas, só para dar um exemplo, alocamos cerca de 100 caixas de sabão para o Centro de Tratamento de Cólera e tendo em conta que o centro se encontra dentro do HPL orientamos que uma parte desse material de higiene e limpeza fosse canalizado a lavandaria e lá fazem a lavagem dos lençóis, mantas o que quer dizer que é uma actividade que estamos a monitorar isso porque não estamos preocupados só com os pacientes mas também em melhorar aquilo que são as condições que fazem com que o paciente esteja bem”, respondeu. (Ângela da Fonseca)

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