Atleta de Nampula banido do nacional de Xadrez por reclamar péssimas condições de alojamento

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Nampula (IKWELI) – Gerson António Mariano, jogador de Nampula na modalidade de xadrez, foi expulso do campeonato nacional da modalidade que decorre na cidade de Chimoio, província de Manica, por reclamar das péssimas condições de alojamento.

Gerson Mariano e alguns dos seus colegas estavam hospedados no lar do IAC (Instituto Agrário de Chimoio) onde as condições, no entender do atleta, não eram adequadas, numa altura em que os estudantes encontram-se de férias o que contribuiu para a fraca higiene no local.

Ainda, conforme contou o atleta, o que mais o indignou foi a falta de água nas casas de banho, assim como a existência de cobras, formigas e outros insectos no local em referência, o que na sua opinião não fazia sentido para a estadia de um atleta que ali foi para competir num nacional, para além de que a própria modalidade requer equilíbrio emocional para conseguir resultados desportivos desejados.

Inconformado com a situação, o xadrezista comunicou a comissão organizadora da competição, a Federação Moçambicana de Xadrez, para além da própria Associação de Xadrez de Nampula, mas não teve resposta satisfatória.

Após muita insistência, acompanhada por palavras injuriosas, a entidade organizadora mostrou-se agastada com a manifestação do atleta e decidiu afastá-lo da competição.

“ O pessoal técnico e o responsável da Federação Moçambicana de Xadrez, em nome do senhor Emílio que estava a responder nesse exacto momento, esteve presente e reuniram-se junto de dois presidentes que haviam chegado no local, de Niassa e de Nampula, chegaram a uma conclusão que estávamos submetidos a uma situação da qual não havia saída, que nos devíamos submeter às condições existentes. Eu, como responsável dos jogadores reuni o grupo e chegamos a conclusão que não tínhamos como dormir naquele local”, contou Gerson Mariano.

“Era um local que não reunia condições, bichos a voar, sem limpeza nem lençóis, um lugar muito sujo. Havia crianças, era uma situação crítica, na verdade como eu estava a levar a informação como responsável da equipa de Niassa, assim como de Nampula, por parte dos jogadores, e a resposta foi que estavam numa ratoeira e que não tinham nenhuma saída”, prosseguiu o atleta.

Cobras no local onde tinham sido alojados os atletas

“Eu fiquei rijo, fiquei muito chateado, muito zangado mesmo com a situação e perdi a cabeça. Na verdade, houve uma troca insultos entre mim como jogador da província de Nampula e o presidente da nossa Associação, que não teve nenhuma a coragem de recusar. Então, só fomos tirados às 3 horas depois de muita reivindicação. Depois dessa situação, chegado o dia do emparceiramento, que era também o dia de abertura, chegou-se a um consenso, pela parte técnica, assim como a Federação, de eu ser banido da competição, mas estou mesmo triste com essa situação”, precisou o jogador.

Contactada a parte organizadora do evento, reconheceu que a reclamação do atleta era legítima, mas a sua expulsão daquele nacional deveu-se a sua manifestação caracterizada por insultos. (Constantino Henriques)

 

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