Namicopo: Comunidade reclama das taxas cobradas pela direcção da escola secundária local

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Nampula (IKWELI) – Pais e encarregados de educação da escola secundária de Namicopo, nos arredores da cidade de Nampula, estão de costas voltadas com a direcção daquele estabelecimento de ensino, devido as elevadas taxas de serviços cobrados aos alunos para conseguirem matricular-se.

A taxa que provocou barulho é referente a reposição da vitrina da escola, local onde são colocadas informações importantes para aquela comunidade. Sabe o Ikweli que a direcção decidiu fixar em 150,00Mt (cento e cinquenta meticais) a contribuição de cada aluno, de um universo de pouco mais de mil educandos ali existentes.

Apuramos, igualmente, que a direcção justifica terem sido os alunos que vandalizaram as anteriores vitrinas na altura da consulta dos resultados escolares no ano transacto.

“O que está a acontecer nesta escola são coisas estranhas e de vergonha”, disse uma fonte que não quis se identificar, continuando que “no dia que colaram resultados na vitrina, esta foi partida, a direcção da escola diz que a contribuição para a reposição deve ser de 150Mt por cada aluno e não temos esse dinheiro”.

Uma outra pessoa que pretendia matricular-se disse ao Ikweli que “os nossos pais estão a reclamar e dizem que não tem esse valor e ali disseram que quem não tem este valor não tem acesso à matrícula, nem transferência, muito menos levantamento de declaração ou certificado”.

Outras taxas ali cobradas referem-se a de guarda, 140,00Mt (cento e quarenta meticais), gravata e bolso,150,00Mt (cento e cinquenta meticais) e matrícula,  150,00Mt (cento e cinquenta meticais).

O que diz a direcção da escola

Cassimo Natunga, director da escola secundária de Namicopo, justifica que “quando nós afixamos as pautas, os alunos queriam que cada um pegasse a sua em mão, então nesse processo todo, acabaram vandalizando a vitrina, que nós adquirimos, em 2016, por 35.000.00 Mt (trinta e cinco mil meticais). Então, nós analisamos que essa vitrina pode gastar muito mais, a ver pelo tempo que já passou em relação a data em que foi adquirida”.

A decisão da fixação desta taxa é exclusiva da direção da escola, sem consulta ao conselho de escola, assegurou Natunga. “Nós não tivemos encontro com o presidente do conselho da escola, apenas comunicamos a ele sobre o acontecimento, e afixamos a informação e em outras palavras queremos dizer que na sala de matrícula não se fala nada da taxa da vitrina, e o número de alunos existente não tem nada a ver com o valor que vamos colectar, porque de principio é uma questão facultativa não é obrigatório se calhar alguém pode vir requer num tempo em que já esquecemos”. (Malito João)

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