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Nacala já não está “agradável” para Novinte e seu director de Comunicação

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Nacala (IKWELI) – O autarca da cidade de Nacala, Raul Novinte, e o seu director de Comunicação e Imagem, Arlindo Chissale, encontram-se sob prisão domiciliária por ordens do juiz de instrução criminal daquela circunscrição, dando provimento ao pedido do Ministério Público.

O despacho para o efeito está na posse do Ikweli, onde, igualmente, ambos os visados estão impedidos de exercer a suas funções, ou seja, estão suspensos.

Residentes não nactivos de Nacala, Raul Novinte (oriundo do vizinho distrito de Nacala-à-Velha) e Arlindo Chissale (oriundo do distrito de Balama, em Cabo Delgado) radicaram-se no maior entreposto comercial do norte de Moçambique sob o pretexto de actividades diferentes. Novinte entendeu ser pastor e Chissale, apaixonado pelo jornalismo, antes foi quadro do Instituto de Comunicação Social (ICS) por 14 anos, pois mais tarde viria a pedir mobilidade de quadro para assessorar o edil de Nacala.

Chegados à cidade de Nacala, ambos se tornaram parte da nata pensadora e influente daquele ponto da província de Nampula, tendo, facilmente, granjeado simpatias a ponto de serem preferidos na governação da “malta”, a governação municipal. Por conta disso, cumprem o seu primeiro mandato na direcção da autarquia de Nacala.

Sem esperança de se manterem no poder, por mais 5 anos, e não concordando com os resultados eleitorais divulgados pelos órgãos de administração eleitoral e mais tarde, parcialmente, validados pelo Conselho Constitucional, alega-se que Novinte e Chissale promoveram o incitamento à desobediência colectiva em concurso com o crime de instigação pública à um crime.

Arlindo Chissale, Director de Comunicação e Imagem do Conselho Municipal de Nacala

Para além destes dois cidadãos, Buana Assuate Issufo, membro influente do partido Renamo em Nacala, também, é acusado pelo Ministério Público, mas a este teve de ser aplicada a medida máxima de coação, retirando-se-lhe a sua liberdade, tendo assim sido recolhido para os calabouços.

A ideia da privação da liberdade aos três arguidos é defendida, pelo Ministério Público e aceite pelo Tribunal Judicial do distrito de Nacala, na perspectiva de que estes não mobilizem a população para uma revolta maior, pois eles, pela sua facilidade e legitimidade, facilmente podem engendrar este fenómeno receado pelos órgãos de administração da justiça em Nacala.

Para fazer valer as suas acusações, o Ministério Público juntou, segundo o despacho, cujo conteúdo temos vindo a nos basear, apenas depoimentos e informações que circulam nas redes sociais.

Durante estes cinco anos de governação, a relação entre Raul Novinte, Arlindo Chissale e os órgãos de administração da justiça em Nacala nunca foi saudável. Novinte já esteve na barra do tribunal sob várias acusações, sendo a mais mediática a violação sexual de uma menor de idade (que chegou a engravidar) e Chissale teria sido absolvido em outros processos sob a acusação de calúnia e difamação. (Aunício da Silva)